- Arthur Hayes afirma que retração recente do Bitcoin é puxada por contração de liquidez em dólar, estimada em cerca de $ 300 bilhões nas últimas semanas, impulsionada por aumento de $ 200 bilhões na Treasury General Account (TGA).
- O índice de liquidez em dólar (USDLIQ) caiu quase 7% nos últimos seis meses, de aproximadamente 11,8 milhões em agosto para cerca de 10,88 milhões no fim de janeiro.
- Hayes aponta que a menor liquidez está ligada a fatores macro, não a mudanças específicas no setor de cripto, e que o Bitcoin tende a sofrer quando o dinheiro é absorvido pelo governo.
- O Bitcoin recuou abaixo de R$ 89 mil (valor em dólar convertido pelo preço da matéria) após recuperação breve, diante de condições financeiras mais restritivas e tensões geopolíticas.
- Dados de mercado indicam menor interesse em derivativos de cripto, com o open interest em futuros de cripto caindo cerca de 42% em relação aos recordes, enquanto capitais migraram para ativos tradicionais como ouro e prata.
Arthur Hayes argumenta que a recente queda do Bitcoin está mais ligada a uma contração de liquidez em dollars do que a fraquezas específicas do mercado cripto. A aposta dele é de que cerca de 300 bilhões de dólares deixaram de circular nos últimos dias.
Segundo Hayes, a queda é verificada no USDLIQ, índice que mede as condições de liquidez em dólar. O indicador recuou quase 7% em seis meses, chegando a cerca de 10,88 milhões no fim de janeiro, conforme dados citados pelo analista.
Hayes associa a retirada de liquidez a um possível aumento de caixa pelo governo para financiar gastos em caso de eventual shutdown, o que retiraria recursos do sistema financeiro.
Liquidez e preço do Bitcoin
A relação entre liquidez e Bitcoin tem sido observada pelo mercado, com períodos de expansão da oferta de dólares acompanhando ganhos do ativo e contração puxando novas quedas. Ele destaca o notável papel dos factores macro.
Bitcoin opera abaixo de determinado patamar de preço, após tentativas de estabilização. Hayes reforça que a queda não surpreende diante da redução de liquidez, e sim influência de fatores macro sobre o desempenho do ativo.
Fatores macro e apetite ao risco
O desempenho recente de Bitcoin ocorre em meio a cautela de autoridades monetárias e tensões geopolíticas. Analistas apontam demanda reduzida por ativos de risco, enquanto o fluxo de capitais migra para ativos tradicionais, como ouro, diante de incertezas.
A leitura de traders aponta menor interesse em futuros de cripto, com o interesse em aberto recuando acentuadamente após toques de pico histórico. A volatilidade continua a pesar sobre a confiança do investidor.
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