- Estudo do Reglab aponta que proibir a IA personalizada no Brasil geraria perda de R$ 855 bilhões em dez anos e retração de 1,64% do PIB no período.
- O choque inicial na produtividade seria de um por cento, reduzindo uma hora de produção de 100 para 99.
- Efeitos indiretos, simulados por um modelo de equilíbrio geral, ampliarem o impacto devido às interdependências entre setores.
- Setores com maior encadeamento produtivo seriam mais afetados, como refino de petróleo, metalurgia e agropecuária.
- O resultado explica por que a retração do PIB é maior que o choque inicial na produtividade.
O estudo do Reglab afirma que banir a Inteligência Artificial personalizada no Brasil geraria um custo econômico significativo. Caso haja uma proibição total, a perda acumulada em dez anos poderia chegar a 855 bilhões de reais. A pesquisa avalia impactos macroeconômicos de limitar sistemas que adaptam produtos, serviços e processos produtivos.
A análise aponta uma retração de 1,64% do PIB no período considerado. O resultado leva em conta efeitos diretos sobre a produtividade e impactos indiretos via modelos de equilíbrio geral, que simulam como setores interdependentes respondem à mudança.
O estudo parte de um choque inicial na produtividade. Considera-se que a vedação geraria uma queda de 1% na produtividade do trabalho, reduzindo a produção por hora de trabalho em relação ao cenário sem restrições.
A partir desse choque, os impactos se propagam pela economia conforme as relações entre cadeias produtivas. Reduções em um setor afetam fornecedores, clientes e segmentos correlatos, ampliando o efeito agregado sobre o PIB.
Setores com maior encadeamento produtivo tendem a registrar as maiores perdas. Entre eles aparecem refino de petróleo, metalurgia e agropecuária, que dependem da demanda de outros elos da cadeia. Esses efeitos explicam a diferença entre o choque inicial e a retração prevista no PIB.
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