- Os volumes à vista em bolsas centralizadas caíram quase 90% desde o pico de outubro, com total de negociação entre $120–$150 bilhões em janeiro de 2026.
- Binance foi a maior bolsa, com cerca de $70–$80 bilhões em operações; a participação de mercado em dezembro ficou em 38,3%.
- Ações de grandes exchanges (Coinbase, Gemini, Bullish) recuaram entre 40% e 60% nos últimos seis meses, enquanto a Robinhood caiu cerca de 16%.
- Em outubro houve um recorde de liquidações, cerca de $19 bilhões, o que ajudou a reduzir o apetite de risco entre traders e impactou volumes subsequentes.
- O recuo de volumes é visto como parte de ciclos cripto anteriores, sem falhas de exchanges ou grandes ações regulatórias; a recuperação costuma levar anos e depende de novos catalisadores.
O movimento de queda nas plataformas de traded e a forte desvalorização das ações de câmaras de câmbio centralizadas marcaram o cenário nas últimas semanas. Dados indicam recuo acentuado no volume de negociações à vista, arrastando as ações de grandes operadores.
Ao longo dos últimos três meses, as ações de grandes bolsas caíram entre 40% e 60% desde outubro, diante do colapso na atividade de negociação nas plataformas centrais, e ante o questionamento sobre o alcance de um fundo de mercado ou o início de uma nova fase de baixa. O recuo acompanha a queda histórica de volumes de negociação.
Volume spot de criptomoedas registra queda expressiva
Em outubro, a Binance transacionou quase US$ 1 trilhão, respondendo por mais de 40% do total. Em novembro, o volume total de spot ficou em cerca de US$ 1,7 trilhão, caindo ainda para US$ 1,2 trilhão em dezembro e para US$ 120-150 bilhões em janeiro de 2026, uma retração de quase 90% em relação ao pico de outubro. A Binance manteve a liderança, com volumes entre US$ 70 bilhões e US$ 80 bilhões, enquanto diversas plataformas vizinhas apresentaram apenas bilhões em operações diárias.
Consolidação de participação de mercado e desempenho de ações
Dados da CoinGecko apontam que a Binance manteve a maior participação de mercado em dezembro, com cerca de 38,3%, mesmo com a desaceleração de volumes. Plataformas como Bybit e MEXC também registraram quedas de dois dígitos em seus volumes. No aspecto de ações, Coinbase, Gemini e Bullish registraram desempenho pior que o mercado na comparação com outubro. As ações da Coinbase caíram 40,4% nos últimos seis meses, para US$ 189,62, acompanhando o recuo de volumes. Bullish caiu 56,7% no mesmo período, para US$ 29,43. Por outro lado, Robinhood Markets mostrou maior resiliência, com queda de 16% no período, para US$ 89,37.
Cenário e perspectivas
Observadores do mercado dizem que a dinâmica típica de ciclos de baixa no ecossistema é confirmada pela relação entre preços em alta, maior atividade e maior volume, e quando o sentimento se deteriora, a participação cai e as receitas dos exchanges sofrem. O recuo atual ocorre sem falhas de plataformas nem uma onda de crackdown regulatório tão marcada quanto em outras quedas anteriores, sendo atribuído a cansaço após valorização, aperto financeiro e movimento de risco global. Em janeiro, o Bitcoin teve queda de quase 11%, a maior em meses, reforçando a migração para ativos considerados mais seguros ou a saída de investidores.
Contexto histórico e potencial desdobramento
Historicamente, quedas de volumes costumam acompanhar ciclos de “-inverno cripto” após fases de alta, com recuperações que costumam demorar anos e depender de novos impulsos estruturais, em vez de retorno rápido do entusiasmo especulativo. O panorama atual aponta para uma recuperação incerta e dependente de fatores setoriais, regulatórios e macroeconômicos. Fontes consultadas incluem novos dados de volume, bem como análises de mercado de exchanges e plataformas de negociação.
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