- As ações de Xangai fecharam em queda de 2,5%, a maior desde 7 de abril.
- O CSI 300 caiu 2,1% e o Hang Seng, em Hong Kong, recuou 2,2% (pior desempenho em dois meses).
- Os mercados de commodities recuaram, com ouro, prata, petróleo e metais industriais em baixa.
- A pressão negativa respondeu à percepção de que o novo presidente do Federal Reserve pode adotar uma postura hawkish, mantendo juros altos por mais tempo.
- Mineradoras de ouro listadas antagonram-se, com ações caindo até o limite diário; o índice de metais não ferrosos da China recuou cerca de 8%.
Os índices acionários de Xangai registraram a maior queda em quase 10 meses nesta segunda-feira, 2 de outubro, com o recuo sendo ampliado pela deterioração da atividade industrial na China. O impacto no apetite por risco também atingiu Hong Kong, pressionado pela atuação negativa nos mercados de commodities.
No fechamento, o índice SSEC caiu 2,48%, aos 4.015 pontos. O CSI300, que reúne as maiores companhias de Xangai e Shenzhen, recuou 2,13%, para 4.605 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 2,23%, fechando aos 26.775 pontos.
Mercado de commodities em baixa e cenário externo
- O setor de metais não ferrosos da China acompanhou o recuo, com o índice CSI SSH Gold Equity caindo 9% pela segunda sessão seguida. As ações de mineradoras de ouro chinesas, como Sichuan Gold Co, Shanjin International Gold e Zhaojin International Gold, tiveram quedas de 10%, limite diário permitido.
- Ouro, prata, petróleo e outros metais industriais registraram perdas expressivas, refletindo a percepção de aumento de juros e fortalecimento do dólar, em meio a especulações sobre o próximo presidente do Fed.
Desdobramentos regionais e pontos relevantes
- Em Tóquio, o Nikkei caiu 1,2%, para 52.655 pontos. Em Seul, o KOSPI desvalorizou 5,26%, para 4.949 pontos. Em Taiwan, o TAIEX recuou 1,37%, a 31.624 pontos.
- Em Cingapura, o Straits Times enfrentou queda de 0,26%, fechando aos 4.892 pontos. Em Sydney, o S&P/ASX 200 caiu 1,02%, para 8.778 pontos.
- Os impactos regionais sinalizam turbulência contínua no mercado global, com as oscilações vinculadas a decisões de política monetária e ao humor de investidores sobre o ritmo de cortes ou altas de juros.
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