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Chefe do instituto que mede a inflação na Argentina renuncia

Lavagna deixa o Indec após divergências sobre nova metodologia de inflação; governo mantém o método atual e Pedro Lines assume a chefia interinamente

Javier Milei discursa após a vitória do partido A Liberdade Avança nas legislativas da Argentina. Foto: Luis ROBAYO / AFP
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  • O presidente do Indec, Marco Lavagna, renunciou ao cargo nesta segunda-feira, 2, após divergências com o governo sobre a adoção de uma nova metodologia para medir a inflação.
  • O Indec passa a ser comandado por Pedro Lines, atual diretor-técnico e número dois da entidade.
  • O governo manteve a metodologia atual para evitar impactos na evolução da inflação, afirmando que a mudança ocorrerá quando o processo de desinflação estiver consolidado.
  • A renúncia ocorre em meio ao debate sobre atualização do índice oficial, com o presidente Javier Milei defendendo Celeridade apenas após estabilização econômica.
  • A nova metodologia será baseada na pesquisa de renda e gastos de 2017-2018 e ajustada às recomendações internacionais; anteriormente, a cesta de preços era de 2004.

O chefe do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) da Argentina renunciou nesta segunda-feira, 2, ao cargo que ocupava desde 2019, após divergências com o governo sobre a aplicação de uma nova metodologia para medir a inflação. A saída ocorreu enquanto o país discutia a atualização do Índice de Preços ao Consumidor (IPC).

O ministro da Economia, Luis Caputo, confirmou a renúncia de Marco Lavagna. Ele explicou que Lavagna defendia a mudança imediata na metodologia, ao passo que o governo, liderado pelo presidente Javier Milei, entendia que a transição deveria ocorrer apenas quando o processo de desinflação estivesse consolidado.

Caputo informou ainda que, para evitar questionamentos sobre efeitos da mudança, o governo optou por manter a metodologia atual do Indec por algum tempo. Lavagna deixa o cargo com a indicação de que Pedro Lines, hoje diretor-técnico e número dois da entidade, passa a chefiar o órgão.

Nova gestão do Indec e mudança de metodologia

Lavagna, economista próximo ao ex-candidato presidencial Sergio Massa, permaneceu à frente do Indec após a posse de Milei em dezembro de 2023, o que era visto como um sinal de transparência. A nova proposta de índice baseia-se na pesquisa de renda e gastos de 2017-2018 e seguirá recomendações internacionais.

A mudança está ligada ao objetivo de refletir com maior precisão os hábitos de consumo. O Indec planejava divulgar um primeiro resultado sob a nova metodologia em 10 de fevereiro, conforme anunciado durante a gestão de Lavagna. Em 2025, o país já registrava choques políticos internos que afetaram o órgão.

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