- Haddad negou que Lula tenha escolhido um sucessor, mas revelou dois nomes indicados por ele.
- Guilherme Mello, secretário de Política Econômica, e Tiago Cavalcanti, economista da Universidade de Cambridge e da Fundação Getulio Vargas, são os indicados.
- O ministro disse que não houve convite formal de Lula e que ainda há sugestões sendo coletadas; ele criticou vazamentos.
- Uma reunião entre Lula e Haddad está prevista para anunciar o escolhido; Haddad pode deixar o cargo para trabalhar na campanha de reeleição de Lula.
- O PT tenta convencer Haddad a disputar o governo de São Paulo, com pesquisas indicando vantagem de Tarcísio de Freitas.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, negou que o presidente Lula tenha escolhido seu sucessor, mas confirmou as duas indicações feitas pelo próprio Lula. A afirmação foi dada em entrevista à BandNews nesta terça-feira (3).
Haddad informou que Guilherme Mello, atual secretário de Política Econômica, está entre os nomes indicados e já ocupa o cargo há três anos, com avaliação positiva do ministro. O segundo indicado é Tiago Cavalcanti, economista e professor ligado à Universidade de Cambridge e à Fundação Getulio Vargas (FGV).
Afirmou ainda que houve vazamento sobre as indicações, o que considera problemático, e ressaltou que, no Ministério da Fazenda e no Banco Central, as informações costumam ser mantidas em sigilo até a divulgação oficial. O ministro garantiu que Lula ainda não convidou ninguém para ocupar o cargo.
Nomes indicados e cenário político
Uma reunião entre Lula e Haddad, necessária para formalizar o anúncio do sucessor, ainda não ocorreu. Haddad é esperado para deixar o cargo para atuar na campanha de Lula à reeleição, conforme o calendário político.
O PT tem pressionado pela ida de Haddad ao governo de São Paulo, cabeça do partido na disputa estadual, onde o atual governador Tarcísio de Freitas aparece em vantagem nas pesquisas. O partido busca manter a influência administrativa com a mudança de liderança.
Haddad comentou as críticas ao histórico dos indicados, citando que prefere evitar comentários sobre passado político de terceiros. Sobre Cavalcanti, destacou a ligação do economista com a academia em Cambridge.
Observações sobre o vazamento
O ministro também comentou o episódio de vazamento, usando o tema para criticar a imprensa, afirmando que parte da cobertura tem apresentado hipóteses sem base sólida. Apesar disso, reiterou que a indicação ocorreu, sem detalhar novos prazos para o anúncio.
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