- A Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal prenderam o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, no âmbito das investigações sobre o caso Banco Master.
- Na gestão dele, a autarquia investiu R$ 1 bilhão no Master, liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado.
- A prisão aconteceu na divisa entre Rio de Janeiro e São Paulo, quando ele tentava fugir.
- A operação Barco de Papel apura irregularidades em repasses; começou em 2025 e mira nove operações financeiras entre novembro de 2023 e julho de 2024 que somaram aproximadamente R$ 970 milhões.
- Deivis foi exonerado pelo governador Cláudio Castro; o caso tramita na primeira instância da justiça federal e a defesa não se manifestou.
A Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal prenderam hoje o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, no âmbito das investigações sobre o caso Banco Master. A prisão ocorreu na fronteira entre Rio de Janeiro e São Paulo, quando o ex-diretor tentava fugir. A operação integra a força-tarefa que investiga irregularidades envolvendo o banco privado.
A apuração aponta que, na gestão de Deivis e de dois ex-diretores, a autarquia previdenciária do Rio investiu cerca de R$ 1 bilhão no Master, que teve liquidação pelo Banco Central em novembro do último ano. Os recursos teriam sido aplicados em operações com esse objetivo.
Segundo apuração da coluna, Deivis já havia sido alvo de busca e apreensão em 23 de janeiro, na operação Barco de Papel, que apura repasses irregulares. A investigação teve início em 2025 e envolve um conjunto de nove operações financeiras.
Contexto da operação
A PF afirmou que as transações ocorreram entre novembro de 2023 e julho de 2024, resultando na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões de recursos da autarquia em Letras Financeiras emitidas por banco privado. O objetivo é esclarecer responsabilidade de gestores e terceiros.
Após o cumprimento das medidas, Deivis foi exonerado do cargo pelo governador Cláudio Castro (PL). A investigação tramita na primeira instância da Justiça Federal do Rio de Janeiro.
Posicionamento das autoridades
A defesa de Deivis informou à coluna que não irá se manifestar. A investigação continua em andamento na Justiça Federal, com a PF e o Ministério Público acompanhando o caso.
Entre na conversa da comunidade