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Prévia operacional aponta JHSF decolando com Catarina e shoppings

BTG aponta virada da JHSF: tráfego do Catarina cresce 56% e shoppings ganham dois dígitos, ampliando receita recorrente

São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional: forte avanço de movimento
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  • BTG Pactual aponta prévia operacional da JHSF como sólida, destacando alta de 56% no tráfego do Catarina Aeroporto Executivo e crescimento de dois dígitos nos shoppings em 2025.
  • Catarina registrou avanço de 55,9% nos pousos e decolagens em 2025, 37,6% no abastecimento e, pela primeira vez, demanda de clientes avulsos cresceu 60,7%, representando 63,5% do fluxo.
  • Varejo de shoppings cresceu 12,5% em 2025; Shopping Cidade Jardim atingiu alta de 18,8% nas vendas, com ocupação de 100% e custo de ocupação caindo para 8,7%.
  • Expansões em curso: acréscimo de 3.500 metros quadrados para 2026, com a chegada de flagships de Chanel, Dior, Prada e Tiffany, além da Rolex como flagship para a América Latina.
  • JHSF Capital triplicou de tamanho, chegando a 10,3 bilhões de reais em ativos sob gestão; venda de estoques residenciais de 5,2 bilhões de reais é fator-chave para o quarto trimestre, cujos resultados completos dependem de auditoria.

A prévia operacional da JHSF, publicada em 29 de janeiro de 2026, mostra virada no desempenho da empresa. Segundo o BTG Pactual, o destaque ficou com os segmentos de renda recorrente, além do fortalecimento do aeroporto Catarina e dos shoppings de luxo. O levantamento soma à venda de estoques residenciais.

O BTG classificou o resultado como sólido e aponta um novo ciclo para a JHSF. A prévia não substitui o balanço final de 2025, que será divulgado no fim de março, mas traz sinais de melhoria estrutural na geração de caixa.

O aeroporto Catarina, em São Paulo, aparece como motor relevante. Em 2025, houve alta de 55,9% nos pousos e decolagens e crescimento de 37,6% no abastecimento, com clientes avulsos aumentando 60,7% e passando a representar 63,5% do fluxo.

Catarina: desempenho e demanda

O terminal registrou, em dezembro, liderança de movimento entre aeroportos executivos do estado. A demanda reprimida impulsionou a expansão das operações, com a empresa iniciando a sexta expansão em 2026, após concluir a quinta em 2025, já ocupada.

O estudo do BTG destaca que o aeroporto deixa de ser apenas aposta para se consolidar como ativo dominante no portfólio da JHSF. O crescimento do tráfego ocorreu mesmo com o cenário de oscilação no mercado de luxo.

Shoppings: resistência e crescimento

Os shoppings do grupo apresentaram alta de 12,5% nas vendas em 2025, segundo a análise. O Shopping Cidade Jardim lidera o desempenho, com alta de 18,8% nas vendas e ocupação de 100%.

Mesmo com o ganho de vendas, o custo de ocupação caiu para 8,7%, uma redução de 50 pontos-base ante o ano anterior. Esse movimento fortalece o equilíbrio entre aluguel e demanda dos lojistas.

O aluguel das lojas subiu 11,5% em 2025, acima da inflação, abrindo margem para a expansão de 3.500 metros quadrados prevista para 2026. A previsão inclui flagship de marcas globais como Chanel, Dior, Prada e Tiffany & Co., além da transformação da Rolex em flagship para a América Latina.

Engenharia financeira e gestão de ativos

A JHSF Capital passou por transformação em 2025, triplicando de tamanho e encerrando o ano com 10,3 bilhões de reais sob gestão. O crescimento foi puxado pela venda de estoques residenciais de 5,2 bilhões para um fundo imobiliário.

O BTG ressalta que os resultados do quarto trimestre dependem da conclusão dessa venda de estoque. A auditoria completa definirá o ritmo dos resultados recorrentes após a operação.

Perspectivas para 2026

O BTG aponta três frentes para sustentar a tese de crescimento. Primeiro, o landbank robusto, com potencial de até 30 bilhões de reais em vendas. Segundo, a expansão de receitas recorrentes, com o São Paulo Surf Club e a Fasano em Nova York e Punta del Este. Terceiro, a hospitalidade, que registrou alta de 10,9% na diária média, para 4.368 reais.

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