- C6 Bank diz que atingiu maturidade operacional e que, daqui para frente, poderá devolver capital aos acionistas, possivelmente no fim do ano.
- Em 2025, o banco registrou ROE de 45% e a carteira de crédito aumentou quase 50%, de R$ 59,97 bilhões para R$ 89,32 bilhões.
- As captações totais cresceram: depósitos à vista chegaram a R$ 108,3 bilhões e a prazo a R$ 95,7 bilhões, com altas de 36% e 39%, respectivamente.
- O Índice de Eficiência caiu de 57% em 2024 para 45% em 2025, refletindo a alavancagem operacional do modelo e maior geração de receitas.
- O foco permanece em serviços para clientes de alta renda, com expansão para média renda, incluindo a conta global embarcada no app; o banco não divulga o AuM.
O C6 Bank está em fase de consolidação de operação e visa manter rentabilidade acima de 40% nos próximos anos. Em entrevista à Bloomberg Línea, o CEO e fundador Marcelo Kalim afirmou que o banco já atingiu maturidade e pode devolver capital aos acionistas no futuro próximo.
Kalim destacou que, até 2024, o banco crescia mais que o capital gerado. Em 2025, houve equilíbrio, e a gestão espera gerar capital suficiente para sustentar o crescimento acelerado do negócio e o aumento do lucro. O principal acionista do banco é o JPMorgan Chase, com 46% do capital desde 2023.
O C6 foi fundado em 2018 por Kalim, que saiu do BTG Pactual, e outros cofatores do BTG também estão na origem. O objetivo é ampliar serviços para clientes de alta e média renda, mantendo foco em inovação no Brasil e no exterior.
Resultados e projeções
O banco encerrou 2025 com Return on Equity de 45%. A carteira de crédito aumentou cerca de 50% entre 2024 e 2025, chegando a 89,32 bilhões de reais. A inadimplência de 90 dias ficou em 2,9%, afetada por uma mudança contábil do CMN em 2025.
As captações totais ascenderam a 108,3 bilhões de reais, com alta de 36%, e as captações a prazo somaram 95,7 bilhões, alta de 39%. A alavancagem operacional foi destaque, com a melhoria do índice de eficiência para 45%.
Segundo Kalim, a estratégia visa manter retorno acima de 40% e crescer sem comprometer a rentabilidade, o que, na visão dele, pode elevar o lucro para patamares recordes ao longo dos próximos anos. Em cenário hipotético, um ROAE entre 40% e 45% indicaria lucro líquido próximo de US$ 1 bilhão em três anos.
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