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Como Jeffrey Epstein acumulou riqueza e as controvérsias associadas

Fortuna de Epstein proveniente de dois clientes bilionários e isenções fiscais nas Ilhas Virgens, com imposto médio próximo de quatro por cento

Jeffrey Epstein e os seus principais patrocinadores
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  • Epstein teve sua riqueza majoritariamente proveniente de dois clientes bilionários, Les Wexner e Leon Black, e de benefícios fiscais nas Ilhas Virgens Americanas.
  • Ao morrer em 2019, o patrimônio de Epstein era estimado em US$ 578 milhões (R$ 3,06 bilhões), com quase US$ 380 milhões (R$ 2,01 bilhões) em dinheiro e investimentos e duas ilhas privadas.
  • Wexner pagou cerca de US$ 200 milhões (R$ 1,06 bilhão) a Epstein ao longo dos anos, e Black pagou cerca de US$ 170 milhões (R$ 901 milhões), representando grande parte da renda de Epstein entre 1999 e 2018.
  • As empresas de Epstein contaram com isenções fiscais que reduziram os impostos pagos entre 1999 e 2018 para cerca de US$ 41 milhões (R$ 217,3 milhões), com uma alíquota média estimada em cerca de quatro por cento.
  • Mesmo após a morte, o espólio teve acordos para devolução de benefícios fiscais e ainda possuía ativos expressivos, com US$ 131 milhões em ativos em relatório recente; em 2023 houve acordo de restituição fiscal de US$ 112 milhões.

Jeffrey Epstein acumulou riqueza pautada por dois clientes bilionários e vantagens fiscais, segundo análise de documentos judiciais, registros financeiros e investigações. Ao morrer em 2019, seu patrimônio chegava a quase US$ 578 milhões, com várias residências e ilhas no Caribe.

A Forbes aponta que a maior parte da renda veio de dois clientes, com mais de 75% das taxas faturadas entre 1999 e 2018. Les Wexner, ex-chefe da Victoria’s Secret, e Leon Black, da Apollo Global Management, foram os principais financiadores da operação de Epstein nesse período.

A relação com Wexner durou até 2007, quando o varejista cortou ligas após desentendimentos. Black manteve vínculo até 2018. Entre 2012 e 2017, Black pagou centenas de milhões em honorários, segundo investigações independentes. Epstein era visto como um consultor de planejamento tributário e patrimonial.

Origem da fortuna

Analistas indicam que Epstein se apoiou em empresas sediadas nas Ilhas Virgens Americanas para estruturar a renda, além de isenções fiscais consideradas excepcionais. Em 1999, ele abriu a Financial Trust Company, depois passou a Southern Trust Company em 2011, com benefícios que somaram centenas de milhões em impostos evitados.

As isenções eram condicionadas ao emprego de moradores locais e a investimentos no território. Documentos indicam que, durante 1999-2018, Epstein pagou uma alíquota efetiva de cerca de 4%, muito abaixo da taxa corporativa máxima do território. Parte relevante dessa economia foi repassada aos acionistas e aos próprios veículos de Epstein.

A relação com Wexner foi fundamental para o início da fortuna. Epstein administrou grande parte das finanças de Wexner a partir de 1991, recebendo valores estimados acima de US$ 200 milhões ao longo dos anos. O rompimento ocorreu em 2007, após acusações e divergências.

Outros clientes e impactos

Além dos dois principais clientes, Epstein teve ligações com a herdeira Elizabeth Johnson e com o fundo Highbridge Capital Management, de Glenn Dubin. Em 2014, Black passou a pagar grandes valores por aconselhamento, com registros de pagamentos que representam grande parte da receita da Southern Trust naquele ano.

A crise financeira de 2008 agravou a queda de receitas da empresa de Epstein, que já vinha enfrentando investidas legais. Em 2019, a morte dele encerrou parte dos processos, mas o espólio continuou a responder a investigações sobre benefícios fiscais e operações financeiras.

Cartela de ações e resultados

A fortuna foi sustentada por ativos líquidos, imóveis e aeronaves, incluindo propriedades e jatos vinculados a Epstein. Ao longo dos anos, o espólio vendeu propriedades e ilhas para atender a dívidas, distribuir recursos a vítimas e quitar empréstimos, mantendo, no entanto, ativos relevantes até 2023.

Em acordo com as Ilhas Virgens Americanas, o espólio concordou em devolver parte dos benefícios fiscais obtidos entre 1999 e 2018. Leon Black fechou acordo relacionado a Epstein, também envolvendo valores significativos, em 2023.

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