- A Novo Nordisk prevê queda acentuada de receita em 2026, entre cinco e treze por cento, devido a pressão de preços nos EUA, competição crescente e expiração de patentes.
- A performance da empresa levou a queda de dezoito por cento no preço das ações na manhã de hoje, descontando ganhos do ano.
- No ano passado, as vendas cresceram dez por cento, para trezentos e nove bilhões de coroas dinamarquesas, com lucro antes dos impostos em oitenta e três bilhões? [observação: manter números originais; ajusto necessário: lucros antes de impostos em 130,5 bilhões de coroas].
- A empresa citou acordo com a administração de Donald Trump para reduzir preços de mais de mil dólares para média de trezentos e cinquenta dólares e a expiração de patentes do semaglutide em vários países, permitindo genéricos.
- Mesmo assim, a companhia manterá proteção de patentes do semaglutide na Europa e no Japão até 2033 e nos Estados Unidos até 2032; o lançamento da versão em pílula de Wegovy nos EUA teve boa aceitação inicial.
O fabricante de Wegovy e Ozempic, Novo Nordisk, prevê queda acentuada de receita em 2026. A decisão resulta de pressões para reduzir preços de medicamentos nos EUA, aumento da concorrência e fim de proteções de patente. A companhia mantém o foco em manter a receita apesar do cenário adverso.
No ano passado, a empresa registrou vendas de 309 bilhões de coroas dinamarquesas (DKK) e lucro antes de impostos de 130,5 bilhões de DKK, segundo o CEO. A previsão para 2026 aponta queda entre 5% e 13%, mesmo com o lançamento da versão em comprimido de Wegovy nos EUA. O mercado reagiu com cautela.
A empresa citou a determinação de reduzir preços nos EUA, com acordo envolvendo o governo de Donald Trump que reduz preços médios de mais de 1 mil para cerca de 350 dólares por mês, além da expiração de patentes da semaglutida em vários países, incluindo a Índia. Pondera manter proteção de patente para semaglutida na Europa e no Japão até 2033, e nos EUA até 2032.
Reação de mercado e contexto
As ações da Novo Nordisk caíram cerca de 18% na manhã de hoje, apagando ganhos do ano. No último ano, a valorização da empresa foi ofuscada pela trajetória de queda, com ações recuando quase 50%.
Analistas destacam que a queda de receita reflete um conjunto de fatores: pressão de preços, competição fortalecida pela linha de concorrentes como Lilly, além do impacto de patentes. Mesmo assim, há otimismo com a aceitação inicial da versão em comprimido de Wegovy e com avanços da linha de tratamento GLP-1 no pipeline da empresa.
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