- A Toyota avalia lançar uma Hilux movida a biometano, combustível renovável produzido a partir de resíduos orgânicos.
- O biometano pode vir da vinhaça de cana-de-açúcar e já é utilizado em máquinas agrícolas e caminhões.
- O projeto é liderado por quarenta engenheiros e deve ganhar um laboratório de biocombustíveis em Sorocaba, no estado de São Paulo.
- O protótipo com biometano foi apresentado na Agrishow no ano passado para avaliar o interesse do público.
- A empresa também trabalha no primeiro híbrido flex plug-in do mundo no Brasil, com bateria maior para operação 100% elétrica, ainda sem datas confirmadas.
A Toyota do Brasil avalia lançar uma versão da Hilux movida a biometano, combustível renovável produzido a partir da decomposição de resíduos orgânicos. A informação foi confirmada por Evandro Maggio, presidente da empresa no país. A etapa atual envolve desenvolvimento técnico e viabilidade de distribuição.
Segundo Maggio, o biometano pode reduzir custos, mas depende de avanços na infraestrutura de abastecimento e na adaptação dos veículos. O combustível pode ser gerado a partir da vinhaça de cana-de-açúcar, além de ser utilizado em fazendas que já produzem gás. A ideia é ampliar o uso em áreas rurais.
A Hilux lidera o segmento de picapes médias no Brasil, com quase 50 mil emplacamentos em 2025. A segunda colocação ficou com a Ford Ranger, com cerca de 34 mil unidades. A engenharia do biometano já foi apresentada publicamente em feiras do setor agroindustrial e segue em estudo.
Biometano na Hilux e laboratório de biocombustíveis
Um grupo de 40 engenheiros compõe o time que avalia o projeto, que deverá ganhar um laboratório dedicado da Toyota em Sorocaba (SP). A iniciativa visa estruturar o desenvolvimento de biocombustíveis e testar aplicações práticas para a picape, ainda sem data de implementação anunciada.
A montadora também trabalha em um segundo marco tecnológico: o primeiro híbrido flex plug-in (PHEV) fabricado pela Toyota no Brasil. Em 2019, a marca lançou o primeiro híbrido flex de produção mundial, com o Corolla, e agora avança para ampliar opções de eletrificação.
Híbrido flex plug-in: diferenças e metas
Difere do híbrido flex convencional pela bateria maior e pela possibilidade de recarga por tomada, o que amplia a autonomia elétrica em modo 100% elétrico. A empresa não adianta prazos, mas sinaliza que o Brasil terá caminhos variados para associar essa tecnologia a diferentes níveis de eletrificação, incluindo o uso de etanol, gasolina ou misturas.
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