- A comercialização antecipada de soja 2025/26 pelos cooperados da Coamo atingiu cerca de 16% do total esperado, nível similar ao de 2025 nesta época, com logística pressionada pela safra recorde.
- A receita líquida da Coamo em 2025 foi de R$ 28,7 bilhões, levemente abaixo dos R$ 28,8 bilhões de 2024; o lucro ficou em R$ 2 bilhões, com distribuição de R$ 716 milhões aos 32,7 mil cooperados.
- Para 2026, a cooperativa projeta uma safra maior, esperando receber 6,3 milhões de toneladas de soja; o total de recebimentos pode superar 10 milhões de toneladas, incluindo milho e trigo.
- O atraso inicial nas vendas pode gerar gargalos logísticos se produtores venderem todos ao mesmo tempo; preço mais baixo tem levado produtores a segurar vendas, com maior necessidade de caixa entre abril e maio.
- Os investimentos para 2026 devem superar R$ 1 bilhão, impulsionados pela aquisição de quatro instalações agrícolas por Patria por R$ 136 milhões; 2025 teve investimentos recordes de R$ 1,9 bilhão, incluindo biodiesel em Paranaguá e etanol de milho.
A Coamo Agroindustrial Cooperativa, a maior do setor no Brasil, enfrenta queda na velocidade de venda antecipada de soja 2025/26. Cooperados já haviam reduzido a pressão de venda, com cerca de 16% do total já negociado até agora, nível próximo ao visto em 2025. O ritmo preocupa pela possível logística de escoamento.
O presidente-executivo Airton Galinari destacou que, apesar da procura por preços melhores, o volume maior da safra atual aumenta o risco de gargalos. Ele também admitiu que a safra 2026 deve superar a de 2025, elevando a necessidade de estruturar a logística para recebimento.
Resultados e perspectiva 2025
A receita líquida da Coamo somou 28,7 bilhões de reais em 2025, leve queda ante 28,8 bilhões de 2024. O lucro líquido ficou próximo de 2 bilhões, com distribuição de 716 milhões aos 32,7 mil cooperados. O faturamento refletiu volumes maiores vendidos, porém a marcação de preços perdeu fôlego.
Para 2026, a cooperativa projeta receber 6,3 milhões de toneladas de soja, acima de 2025. Em milho e trigo, o total de recebimentos pode chegar a mais de 10 milhões de toneladas, com expectativa de 4,2 milhões de toneladas de milho e variação entre 3,5 e 4 milhões na segunda safra.
Região de atuação e logística
A Coamo atua no Paraná (sede), Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, e tem investido para ampliar a capilaridade e modernizar a infraestrutura. A logística aparece como desafio típico da temporada, especialmente pela velocidade de fixação de preços pelos produtores.
Investimentos anunciados
Os investimentos para 2026 devem superar 1 bilhão de reais, com destaque para a aquisição de quatro instalações agrícolas do fundo Patria por 136 milhões. Em 2025, a empresa investiu quase 1,9 bilhão, incluindo indústria de biodiesel em Paranaguá e uma planta de etanol de milho.
Expansão e produção futura
A expansão para Mato Grosso do Sul e a modernização de ativos foram prioridades em 2025, com foco em ampliar a capacidade de recebimento e processamento. A direção ressalta que o ritmo de vendas pode acelerar conforme condições climáticas e de preço, influenciando a velocidade de escoamento.
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