- O Banco Central registrou recorde em 2025: R$ 35,36 trilhões em transferências via PIX e 79,8 bilhões de operações, com alta de 33,6% em relação a 2024.
- Em novembro de 2025, quando o PIX completou cinco anos, o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução afirmou que quase toda a população adulta já usa a ferramenta.
- O PIX evoluiu com novidades como PIX Cobrança, PIX Saque, PIX Agendado, PIX por Aproximação, PIX Automático e integração com Open Finance.
- No campo de segurança, 2024 teve R$ 6,5 bilhões em perdas por fraudes; em 2025 houve o maior ataque hacker do país, que desviou R$ 800 milhões.
- O BC acompanha novidades para o PIX, incluindo Cobrança Híbrida, Duplicata e Split tributário, PIX Internacional (2027) e PIX em garantia, além de desenvolver o PIX Parcelado, com regras ainda sem prazo.
O PIX registrou recorde de movimentação em 2025, com R$ 35,36 trilhões em transferências e quase 80 bilhões de transações. O Banco Central (BC) aponta crescimento de 33,6% em valor frente a 2024, quando houve R$ 26,46 trilhões.
A quantidade de operações também subiu, de 63,5 bilhões em 2024 para 79,8 bilhões em 2025. O marco coincide com o quinto aniversário da ferramenta, em novembro, e com a afirmação de que grande parte da população adulta já utiliza o serviço.
Segundo o BC, a adesão massiva ao PIX trouxe inclusão financeira, com uso cada vez mais frequente para pagamentos pelo celular. A instituição destaca que muitos usuários passaram a pagar contas via PIX, em vez de recorrer apenas ao dinheiro.
Resultados e dados
Entre as evoluções do PIX nos últimos anos, destacam-se o PIX Cobrança, que substitui o boleto em muitos casos, com conciliação rápida; o PIX Saque e Pix Troco, ampliando pontos de saque; o PIX Agendado, para pagamentos periódicos; o PIX por Aproximação; o PIX Automático e a integração com o Open Finance.
O Banco Central também registrou freios de segurança em 2024, quando houve perdas de R$ 6,5 bilhões por fraudes. Em 2025, houve o maior ataque hacker já registrado, com desvio de cerca de R$ 800 milhões envolvendo instituições ligadas ao PIX. Medidas de verificação cadastral e reforço de penalidades foram implementadas.
Segurança e medidas em curso
A coincidência cadastral passou a exigir que dados das chaves correspondam aos cadastrados na Receita Federal. Intermediários tecnológicos operam com limites mais restritos até cumprir credenciamento, e novos sistemas de alerta para transações suspeitas estão em desenvolvimento.
Novidades em estudo
O BC trabalha em novidades para o PIX ainda neste ano, como a Cobrança Híbrida, que combina QR Code com boleto facultativo, com obrigatoriedade a partir de novembro. Outra frente envolve duplicatas escriturais via PIX, para antecipação de recebíveis.
Também estão em análise o Split tributário, que deve alinhar pagamentos com a CBS no tempo real conforme a reforma tributária, e o PIX internacional, com potencial expansão para pagamentos transfronteiriços entre países a partir de 2027, conforme disponibilidade de recursos.
O Banco Central avalia ainda o PIX em garantia, para oferecer crédito com recebíveis futuros, e o PIX por aproximação em modo offline, permitindo pagamentos sem conexão ativa. A instituição continua estudando regras para o PIX Parcelado, com foco em ampliar acesso a crédito.
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