- Filhos do presidente dos Estados Unidos criaram a World Liberty Financial, que já gerou cerca de US$ 1,4 bilhão para os envolvidos em pouco mais de um ano.
- O projeto é conduzido por Eric Trump, Donald Trump Jr. e Barron Trump, em parceria com Zach Witkoff e Brandon Lutnick.
- Uma venda de 49% da World Liberty Financial para entidades ligadas ao governo de Abu Dhabi, estimada em US$ 500 milhões, rendeu cerca de US$ 187 milhões à família Trump; parte do valor (aproximadamente 31%) foi para Witkoff.
- Trump não participa da gestão da empresa, mas sua influência política é apontada como fator que atraiu investidores estratégicos.
- A empresa passou a trabalhar com finanças descentralizadas, integrou a carteira da Binance e pretende lançar novos produtos; encontro para anunciar planos de 2026 está marcado para 18 de fevereiro, com a presença do CEO do Goldman Sachs, David Solomon.
A World Liberty Financial, iniciativa criada há cerca de 16 meses, moveu mais de US$ 1,4 bilhão em valor para os principais envolvidos. O grupo é liderado por Eric Trump, Donald Trump Jr. e Barron Trump, em parceria com Zach Witkoff e Brandon Lutnick.
Dados do Wall Street Journal, com base em registros da Trump Organization, indicam que o montante captado em pouco menos de um ano se equipara ao ganho das operações tradicionais da família em cerca de sete anos. Na prática, os filhos teriam superado o patriarca na velocidade de geração de riqueza.
Embora a Casa Branca afirme que Trump não participa da gestão, sua influência política é citada como impulso para atrair investidores estratégicos. Um ponto relevante foi a aquisição de 49% da World Liberty Financial por entidades ligadas ao governo de Abu Dhabi, por US$ 500 milhões.
Operação com o emirado
Registros apontam que a venda rendeu US$ 187 milhões à família Trump, e cerca de 31% do valor ficou com entidades ligadas aos Witkoff. O acordo não concedeu participação direta nos lucros futuros, o que gerou debates sobre a natureza estratégica da transação.
Trump chegou a defender publicamente o setor de criptomoedas, mas seu papel passou a ser formalmente o de fundador sem função executiva, conforme relatos da própria empresa.
A proximidade entre as famílias envolvidas chamou atenção de analistas, com vínculos em viagens, casamentos e eventos privados. Ainda assim, houve dificuldades iniciais para atrair investidores institucionais diante de tensões políticas ligadas ao sobrenome.
A virada ocorreu ao apostar em finanças descentralizadas e no suporte de influenciadores cripto, como Zak Folkman e Chase Herro, conhecidos por promover projetos de alto risco.
Perspectivas e próximos passos
A World Liberty Financial passou a buscar integração com a carteira da Binance e planeja lançar novos produtos nos próximos meses. Em 18 de fevereiro, os fundadores apresentarão a estratégia para 2026 em um fórum com participação de David Solomon, CEO do Goldman Sachs, e políticos republicanos.
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