- A Eli Lilly concordou em comprar a Orna Therapeutics por US$ 2,4 bilhões em dinheiro, acelerando a expansão do pipeline além do medicamento para obesidade Zepbound.
- A Orna desenvolve tratamentos com RNA circular para doenças autoimunes, como artrite reumatoide e esclerose múltipla, com foco em terapias que estimulam o corpo a produzir proteínas específicas.
- O acordo prevê pagamentos adiantados e pagamentos adicionais atrelados ao atingimento de marcos, segundo comunicado da Lilly.
- A Orna tem acordos de licenciamento com Vertex Pharmaceuticals e Merck, entre outros.
- Ações da Lilly subiram 2,1% na abertura do pregão em Nova York após o anúncio.
A Eli Lilly fechou acordo para comprar a Orna Therapeutics, por US$ 2,4 bilhões em dinheiro. A operação expande o pipeline da gigante farmacêutica, que vem buscando diversificar além do sucesso de vendas do Zepbound para obesidade. O negócio foi anunciado nesta segunda-feira, 9, e envolve compensações condicionais a marcos acordados.
A Orna é uma empresa de biotecnologia com sede em Watertown, Massachusetts, especializada em tratamentos para doenças autoimunes. Seu portfólio foca em medicamentos que utilizam RNA circular para instruir células a produzirem proteínas específicas. A companhia também firmou acordos de licenciamento com Vertex Pharmaceuticals e Merck.
O acordo prevê pagamentos adiantados e etapas de pagamentos adicionais conforme o cumprimento de metas. As ações da Lilly subiram cerca de 2,1% na abertura de pregão em Nova York após a divulgação.
A expansão de pipeline da Lilly já inclui outros acordos recentes, além da aquisição anunciada. No domingo, a empresa confirmou pagamento adiantado de US$ 350 milhões para colaborar com Innovent Biologics, da China, em tratamentos para câncer e imunologia. Em janeiro, a companhia fechou negócio superior a US$ 1,1 bilhão com a alemã Seamless Therapeutics para terapias genéticas de perda auditiva.
Tecnologia de RNA circular
A Orna desenvolve tratamentos com RNA circular que orientam o organismo a produzir proteínas específicas. O principal programa, ORN-252, está em fases iniciais e foca em doenças autoimunes associadas a células B. A tecnologia busca que o corpo gere as próprias terapias celulares, reduzindo etapas de produção externa.
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