- No Brasil, a inflação de janeiro pelo IPCA deve subir 4,43% em 12 meses, praticamente estável frente a dezembro (4,42%), ainda abaixo do teto da meta.
- Caso confirme, há sinal de desinflacionário ainda gradual e maior possibilidade de cortes na taxa Selic já na reunião de março.
- Nos Estados Unidos, o CPI aponta expectativa de desaceleração da inflação para 2,5% em 12 meses até fevereiro, mantendo olhares atentos ao núcleo.
- O relatório de empregos de janeiro (non farm payroll) aponta expectativa de criação de 70 mil vagas, acima das 50 mil de dezembro, com desemprego em 4,4%.
- O cenário influencia políticas: Brasil tende a favorecer ativos locais com juros menores; EUA, juros mais longos podem sustentar cautela do Federal Reserve.
O-preparo de mercado para a semana começa com sinais distintos nos EUA e no Brasil. Enquanto a agenda brasileira foca na inflação de janeiro, os EUA navegarão entre inflação ainda alta e mercado de trabalho resistente. Essas diferenças devem orientar fluxos de capital e desempenho de ativos nos próximos dias.
No Brasil, o dado-chave é o IPCA de janeiro. A projeção aponta alta de 4,43% em 12 meses, estável frente ao 4,42% de dezembro. O resultado tende a manter o índice acima do teto da meta, ainda assim sugerindo descompressão lenta da inflação. Caso se confirme, pode abrir espaço para cortes da Selic já em março.
Nos EUA, a agenda reúne inflação ao consumidor (CPI) e o relatório de empregos de janeiro. O CPI deve indicar desaceleração suave para 2,5% no 12 meses. O mercado também aguarda a divulgação do payroll, com expectativa de criação de 70 mil vagas, acima de dezembro. A taxa de desemprego deve ficar em 4,4%.
Brasil
A leitura de inflação em janeiro impacta a política monetária local. Inflação menor que a prevista reforçaria a percepção de desinflacionamento gradual. O cenário favorece ativos de risco domésticos, desde que o ambiente externo permaneça estável.
Analistas destacam que a queda de juros pode ocorrer já na reunião de março, caso haja confirmação de alívio inflacionário. A bolsa brasileira pode reagir positivamente diante de juros estruturalmente menores para 2026.
Entretanto, há incertezas. Dados no exterior, como a evolução do dólar e o fluxo de capitais, podem influenciar o ritmo de ajustes. O mercado acompanha também a comunicação do Banco Central sobre diretrizes futuras.
Estados Unidos
A inflação ao consumidor em queda sustenta a narrativa de desinflação. Ainda assim, o núcleo da inflação permanece como ponto de atenção para o FED. A autoridade monetária pode manter juros estáveis no curto prazo para evitar reacender pressões inflacionárias.
O mercado de trabalho, com payroll acima do esperado, sugere resiliência da economia. Desempenho sólido pode sustentar uma postura mais cautelosa do Fed, mantendo o aperto monetário por mais tempo. Indicadores mistos mantêm o cenário de incerteza.
Analistas ressaltam que, mesmo com sinais de desaceleração dos preços, a política monetária restritiva pode permanecer até a confirmação de trajetória clara de normalização. A divulgação de novos dados amanhã será observada com atenção.
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