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Benchimol, Street e Vélez se unem para acelerar PMEs brasileiras

Benchimol, Street e Vélez criam o Instituto B55 para destravar o crescimento de PMEs brasileiras, com mentoria prática e ampla rede de contatos entre empreendedores

Guilherme Benchimol (XP), André Street (Stone) e David Vélez (Nubank), com Cristhiano Faé, lançam instituto para auxiliar no crescimento de pequenas e médias empresas no país
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  • O Instituto B55, organização sem fins lucrativos, foi criado para destravar o crescimento de PMEs que já superaram a fase inicial, mas não conseguem escalar.
  • O projeto é assinado por Guilherme Benchimol, André Street e David Vélez, com lançamento oficial previsto para 5 de março e início das operações em abril.
  • O capital inicial foi doado pelos três cofundadores, com a meta de manter o instituto autossustentável ao longo do primeiro ano.
  • Mentores confirmados incluem Jorge Paulo Lemann, David Feffer, Fabricio Bloisi, Mariano Gomide e Pedro Franceschi com Henrique Dubugras.
  • O B55 chega com quatro frentes: educação, aceleração, comunidade e um hub físico em planejamento, começando por um escritório em São Paulo.

Três nomes de peso do empreendedorismo brasileiro anunciam a criação do Instituto B55, uma organização sem fins lucrativos criada para destravar o crescimento de pequenas e médias empresas que já superaram a fase inicial, mas ainda não chegam à próxima metade de escala. O anúncio ocorreu na terça-feira, com lançamento oficial programado para 5 de março. A operação começa a operar em abril, com os primeiros alunos já a bordo.

Segundo Cristhiano Faé, CEO do B55, o instituto não funciona como escola tradicional, mas como um ecossistema que prioriza execução prática, conexões e resultados. A ideia é atender empreendedores da economia tradicional que já faturam, mas não crescem de forma sustentável, buscando o próximo patamar de escala.

A iniciativa é liderada por Guilherme Benchimol, André Street e David Vélez, que também alicerçam o projeto com uma doação inicial de recursos. O objetivo é que o B55 encontre sustentabilidade financeira em seu primeiro ano, mantendo o foco em impacto e criação de novos cases de sucesso no país.

O que é o B55 e como funciona

O instituto nasce com quatro frentes: educação, com cursos de curta duração e imersões; aceleração, com apoio de capital e programas intensivos; comunidade, com mentorias entre jovens empreendedores e players de sucesso; e um hub físico, ainda em estudo, com escritório inicial em São Paulo e time de cerca de 10 pessoas.

Entre os mentores e instrutores já confirmados estão figuras como Lemann, Feffer, Bloisi, Gomide e Franceschi com Dubugras. Faé ressalta que o formato privilegia conversas orientadas a resultados, evitando teorias acadêmicas excessivas.

O B55 pretende atuar tanto com empresas da tech quanto com setores da economia tradicional, buscando preencher o que descreve como um vácuo no ecossistema de negócios: empreendedores que já operam, ganham escala gradual e precisam de orientação prática para avançar.

Visão e fases de implementação

Além dos fundamentos pedagógicos, o instituto aposta em uma rede de embaixadores com atuação próxima ao PIB nacional, para facilitar conexões e oportunidades de mercado. A conferência de lançamento destacou que o objetivo é liberar ações com ritmo rápido e metas bem definidas.

A estrutura do projeto envolve também uma visão de longo prazo, com métricas centradas na transformação de negócios e na geração de novos cases de sucesso no Brasil. O B55 não fornece pareceres políticos nem opiniões, apenas dados e planos de implementação.

Cronograma e próximos passos

A operação inicia em abril, com primeira turma e atividades piloto. Em paralelo, há avaliação de cidades que possam receber o eventual campus do hub e de outras praças para ampliar a atuação. A iniciativa pretende manter seu espírito de startup, mesmo com natureza sem fins lucrativos.

Fontes próximas ao projeto indicam que o capital inicial fica na faixa de milhões e foi aportado pelos fundadores. O objetivo é manter a autossuficiência financeira ao longo do primeiro ano, segundo Faé, que ressalta a importância de organização, método e governança para sustentar o ecossistema.

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