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CEO do Barclays fica chocado com revelações sobre Epstein e Staley

CEO da Barclays afirma estar profundamente chocado com revelações de Epstein, em meio a ações legais e impacto nos lucros anunciados

Barclays reported a near 13% increase in profits to £9.1bn in 2025.
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  • CS Venkatakrishnan disse estar profundamente desmoralizado e chocado com a depravação e a corrupção reveladas nos arquivos de Epstein, em meio aos desdobramentos sobre a relação do ex-CEO Jes Staley com o caso, e manifestou apoio às vítimas.
  • A Barclays reportou lucro anual de 9,1 bilhões de libras em 2025, alta de quase 13%, e confirmou planos de distribuir mais de 15 bilhões de libras aos acionistas entre 2026 e 2028.
  • A instituição continua sob escrutínio jurídico nos Estados Unidos, com ação coletiva que acusa Barclays, o presidente Nigel Higgins e Staley de fraude e de ter enganado investidores sobre a relação de Staley com Epstein.
  • Staley deixou o Barclays em 2021 após investigações da Financial Conduct Authority e não foi processado; ele perdeu parte de pagamentos e bônus devido a uma decisão da FCA para banir o retorno ao setor financeiro britânico.
  • Até o momento, Staley não comentou as alegações recentes; a Barclays informou que não tem novos pontos a acrescentar sobre revisões internas.

O CEO do Barclays, CS Venkatakrishnan, disse estar profundamente consternado e chocado com as revelações de depravação e corrupção nos documentos sobre Jeffrey Epstein. A declaração ocorre enquanto o banco enfrenta os desdobramentos ligados aos vínculos do ex-presidente Jes Staley com o acusado de tráfico de natalidade infantil.

Venkatakrishnan manifestou solidariedade às vítimas de Epstein, especialmente em meio à divulgação de novos capítulos dos arquivos. Ele ressaltou que as informações trazem sofrimento às pessoas afetadas pelos crimes.

Apesar da posição crítica, o CEO não comentou diretamente as acusações envolvendo o predecessor, Staley. A Guardian reportou que, em 2019, autoridades americanas analisaram alegações contra Staley, incluindo suposto constrangimento sexual e agressões, sem que houvesse decisão de persecução.

Desdobramentos legais e resposta institucional

A ação em curso inclui uma ação coletiva nos EUA, apresentada por fundos de pensão, que acusa Barclays, Nigel Higgins e Staley de terem mentido sobre o histórico de Staley com Epstein para investidores e a mídia desde julho de 2019. Os autores dizem ter sofrido perdas econômicas significativas após a divulgação dos desfechos da FCA em 2023.

Staley renunciou ao Barclays em 2021, em meio a investigações regulatórias. A fraude não foi comprovada em sede penal, e o ex-banqueiro não respondeu a acusações formais até o momento em que o artigo foi veiculado.

Barclays informou lucro anual em 2025, com alta de quase 13% e proteína de 9,1 bilhões de libras. A instituição também divulgou planos de distribuir mais de 15 bilhões de libras aos acionistas entre 2026 e 2028.

Conflitos com o regulador e processos adicionais

A FCA baniu Staley do mercado financeiro britânico em outubro de 2023, após concluir investigações que influíram na avaliação pública sobre o relacionamento dele com Epstein. Não houve retratação pública de Staley nem resposta oficial sobre as novas denúncias.

Além disso, HSBC e Barclays enfrentam uma ação de 12 bilhões de dólares movida por uma herdeira americana, Tanya Dick-Stock, relacionada a um trust de Jersey supostamente ligado ao escândalo Epstein. As partes não elogiaram contatos para comentários.

Barclays também opera no contexto de uma classe acionária nos EUA, com o presidente da instituição e o presidente do conselho sob escrutínio por alegações de condução de negócios em torno do caso Epstein. A instituição divulgou lucros do último trimestre com crescimento de dois dígitos.

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