Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

FGC aprova plano emergencial para cobrir rombo do Banco Master

FGC aprova plano emergencial para recompor caixa após a liquidação do Banco Master; bancos antecipam cinco anos de contribuições com reajuste de 30% a 60% por cinco anos

Foto: Banco Master/Divulgação
0:00
Carregando...
0:00
  • O FGC aprovou um plano emergencial para recompor o caixa após a liquidação do Banco Master, buscando liquidez até o fim do primeiro trimestre.
  • O plano antecipa cinco anos de contribuições futuras em três parcelas, com adiantamentos adicionais em 2027 e 2028, totalizando até sete anos.
  • As contribuições mensais podem subir entre trinta e sessenta por cento por pelo menos cinco anos.
  • O FGC discute medidas de recomposição de liquidez com as instituições associadas e com o Banco Central, incluindo a possibilidade de usar parte do compulsório, ainda sob avaliação.
  • Até o momento, foram desembolsados cerca de R$ 36 bilhões de um total superior a R$ 40 bilhões para credores do Banco Master; estima-se aproximadamente R$ 6,3 bilhões em garantias relacionadas ao Will Bank.

O Conselho do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) aprovou um plano emergencial para recompor o caixa após o rombo causado pela liquidação do Banco Master. A medida visa manter a liquidez do fundo, que cobre quebras de instituições financeiras, até o fim do primeiro trimestre.

O plano antecipa cinco anos de contribuições futuras dos bancos associados, em três parcelas mensais. Também prevê novos adiantamentos em 2027 e 2028, totalizando até sete anos de contribuições adiantadas.

Além disso, bancos concordaram em elevar temporariamente as contribuições mensais ao FGC em 30% a 60%, por pelo menos cinco anos, segundo fontes envolvidas nas negociações. As regras atuais preveem alíquotas de 0,01% sobre instrumentos cobertos.

Proposta de aumento de recursos

O FGC discute recompor a liquidez com as instituições associadas e com o Banco Central, sem detalhar as alternativas em estudo. Uma deliberação deve ocorrer em curto prazo, segundo a nota do órgão.

Outra linha em avaliação envolve destinar parte dos recursos do compulsório de depósitos à vista para reforçar o caixa do FGC, porém depende de autorização do BC, que ainda não se manifestou.

Até agora, o FGC desembolsou cerca de R$ 36 bilhões de um total estimado acima de R$ 40 bilhões para ressarcir credores do Banco Master. O fundo não iniciou pagamentos relacionados ao Will Bank, integrante do conglomerado, com estimativa de garantias em torno de R$ 6,3 bilhões.

Governança e possíveis mudanças

A recomposição de caixa é vista como etapa prévia a uma eventual reforma nas regras do fundo. Entre as propostas estão maior fiscalização da qualidade de balanços, limites à alavancagem e redução da concentração de produtos em plataformas específicas.

Bancos de maior porte têm criticado o uso do FGC nos últimos anos, argumentando que plataformas de menor porte teriam utilizado o recurso para alavancar balanços, com o fundo sendo usado para recompor perdas de investidores.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais