- A N5X protocolou, no dia 19 de janeiro, pedido de autorização à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e ao Banco Central para operar uma clearing voltada ao setor de energia.
- A iniciativa visa criar uma infraestrutura de contraparte central para contratos futuros de energia elétrica, com centralização de compensação, liquidação, garantias e chamadas de margem.
- A empresa é uma joint venture entre a L4 Venture Builder (fundo com capital da B3) e a Nodal Brazil (integrante do grupo europeu European Energy Exchange, EEX).
- Hoje, a N5X funciona como plataforma de negociação multilateral e registro de contratos de energia no mercado livre, com a Axia Energia entre seus clientes.
- A previsão é que o modelo atenda aos quatro submercados do Sistema Interligado Nacional — Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte — e, nos primeiros anos com contraparte central, o mercado possa superar 1.000 TWh/anuais em contratos futuros.
A N5X, plataforma de negociação de energia, pediu autorização para atuar como clearing junto à CVM e ao Banco Central. O pedido foi protocolado no dia 19 de janeiro, conforme informou a empresa nesta terça-feira, 10 de janeiro.
A iniciativa representa uma etapa importante no plano da N5X de estruturar um mercado organizado para derivativos de energia no país. A empresa atua hoje como plataforma multilateral de negociação e registro de contratos no mercado livre, atendendo clientes como a Axia Energia.
A N5X é uma joint venture entre a L4 Venture Builder, fundo com capital da B3, e a Nodal Brazil, integrante do grupo europeu EEX. Com a clearing, a infraestrutura passa a atuar como contraparte das transações, centralizando compensação, liquidação, garantias e chamadas de margem.
O projeto prevê atuação em contratos futuros de energia elétrica, com liquidação financeira e entrega simbólica para agentes do setor elétrico. O mercado livre de energia brasileiro já responde por cerca de 46% do consumo, com abertura total prevista para 2028.
A empresa estima que, com a contraparte central, o volume de contratos futuros possa superar 1.000 TWh por ano nos primeiros anos de operação. O modelo abrangeria os quatro submercados do SIN: Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, envolvendo agentes do setor elétrico e participantes financeiros.
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