- 47% dos brasileiros sentiram impacto da isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil; 50% não perceberam diferença na renda familiar.
- Em janeiro, 15% disseram que a renda aumentou significativamente; 32% afirmaram que houve aumento, mas não muito; 3% não souberam/não responderam.
- 67% disseram não terem sido beneficiados pela nova isenção.
- A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre 5 e 9 de fevereiro, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
- A isenção vale desde janeiro para quem ganha até R$ 5 mil mensais (R$ 60 mil por ano), beneficiando cerca de 15 milhões de contribuintes; há desconto progressivo até R$ 7.350 mensais e cobrança para alta renda com ganhos acima de R$ 600 mil por ano.
A Quaest divulgou nesta quinta-feira uma sondagem sobre a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre 5 e 9 de fevereiro, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O estudo aponta que 47% sentiram impacto na renda familiar, enquanto 50% não sentiram diferença.
Entre os entrevistados, 15% disseram que a renda aumentou significativamente, 32% afirmaram que houve aumento, porém discreto, e 3% não souberam responder. Outros 67% declaram não terem sido beneficiados pela nova faixa de isenção. Os dados mostram percepção variada sobre os efeitos da medida até agora.
A isenção passou a valer em janeiro para quem recebe até R$ 5 mil mensais, com teto anual de R$ 60 mil. A expectativa previa ganho médio de R$ 312,89 na renda mensal para quem está nesse grupo. Estudos citam beneficiários estimados em cerca de 15 milhões de contribuintes.
A reforma foi aprovada no Congresso e sancionada pelo presidente. Além da isenção, há desconto progressivo para quem recebe até R$ 7.350 mensais, enquanto contribuintes com ganhos acima desse patamar continuam sujeitos à alíquota de 27,5%. O texto também estabelece cobrança para alta renda sobre o que exceder o limite.
Segundo o economista Bruno Carazza, doutor em Direito Econômico pela UFMG e comentarista do Jornal da Globo, a medida amplia a faixa tributária, com efeito direto na renda de parte da população. Ele aponta ainda que cerca de 140 mil a 150 mil pessoas com ganhos superiores a R$ 50 mil mensais passam a subsidiar parte da isenção.
Abrangência e custos da medida
A estimativa é de que o custo fiscal da isenção recaia sobre faixas de alta renda, compensando a redução de imposto para quem recebe até R$ 5 mil. Detalhes sobre a distribuição de impactos entre diferentes faixas continuam a ser avaliados por analistas e pelo governo.
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