- Mais de mil e duzentos desenvolvedores da Ubisoft participaram de greve em Paris, com participação de dança sob chuva.
- Os funcionários pedem reversão da política de retorno ao escritório e cobrança de responsabilização dos executivos, incluindo o cofundador Yves Guillemot.
- A greve de três dias também envolve equipes em Ubisoft Milan, ocorrendo após anúncio de redirecionamento que inclui adiamento de jogos e cancelamento de muitos títulos.
- A empresa planeja mais duros cortes, com cerca de duas centenas de demissões, além de manter a exigência de retorno ao trabalho presencial até o fim de 2026; Guillemot comunicou a medida em e-mail interno.
- No Canadá, houve demissão de um funcionário que criticou as políticas; Montreal e Toronto não são sindicatos e a tentativa de sindicalização da equipe móvel foi encerrada.
Ubisoft vive uma rodada de protestos nesta semana, com mais de 1.200 funcionários em Paris, de acordo com representantes sindicais. Os trabalhadores fazem greve e dançam em frente aos escritórios da empresa para contestar a política de retorno ao trabalho presencial e cobrar responsabilização dos executivos, incluindo o cofundador Yves Guillemot.
A paralisação também envolve equipes da Ubisoft em Milão, em uma greve de três dias. O movimento acontece após a publisher anunciar um novo giro estratégico que envolve adiamentos de grandes jogos, cancelamentos de títulos e um segundo pacote de cortes de custos, com cerca de 200 demissões adicionais.
Segundo o sindicato Solidaires Informatique, os trabalhadores trabalham hoje com alta pressão e sem reajustes salariais significativos há anos. A entidade sustenta que o retorno ao escritório integral até o fim de 2026 agrava a situação de quem está sobrecarregado no dia a dia.
A estratégia de Guillemot tem gerado resistência entreos funcionários, especialmente em meio a uma reestruturação que segue um aporte de Tencent e a permanência da diretoria na liderança. Além de decisões estratégicas, a empresa enfrenta críticas pela comunicação com os colaboradores.
Em Montreal, Canadá, um funcionário foi demitido após críticas públicas às novas políticas internas, segundo reportagens do setor. A Ubisoft afirmou que a demissão violou o código de conduta, sem relação direta com os movimentos sindicais no país.
O contexto envolve também a ausência de sindicalização estável em algumas unidades canadenses, onde temas de trabalho remoto foram discutidos, mas não formalizados em acordos coletivos. Em linhas gerais, a empresa encara pressão para reverter diretrizes de presença no escritório.
As negociações e a greve ocorrem em meio a uma temporada de ajustes, com o objetivo de redirecionar prioridades de produção e reduzir custos. O movimento sindical aponta para a necessidade de diálogo com a diretoria e transparência sobre políticas de trabalho e remuneração.
Os sindicatos destacam que a ação visa mudanças estruturais, como avaliação de desempenho, salários e condições de trabalho. A pauta envolve também questionamentos sobre o papel da liderança na condução da empresa durante o período de contenção financeira.
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