- O Ibovespa fechou em queda de 1,02%, a 187.766,42 pontos, com o volume financeiro de R$ 39,2 bilhões, após pressão de realização de lucros em Petrobras e Itaú Unibanco.
- Petrobras ON caiu 3,09% e Petrobras PN recuou 2,55%, com a queda dos preços do petróleo no exterior ajudando a realizar ganhos nos papéis.
- Ambev avançou 4,76%, Assaí subiu 5,09% e Banco do Brasil teve alta de 4,5%, acompanhando resultados do último trimestre.
- Braskem PNA caiu 11,27% e Vale caiu 0,95%, diante de movimentos no setor de petroquímica e mineração.
- O dia ocorreu após o Ibovespa registrar o 11º recorde nominal em 2026 na véspera; fora do Brasil, o S&P 500 caiu 1,57%.
O Ibovespa encerrou em queda nesta quinta-feira, 12, com realização de lucros em Petrobras e Itaú Unibanco. A sessão ficou pressionada por quedas nestes ativos, enquanto Assaí, Ambev e Banco do Brasil mostraram desempenho positivo após os resultados do último trimestre de 2025. O índice caiu 1,02%, a 187.766,42 pontos, com máxima de 189.989,97 e mínima de 186.959,07; o volume foi de R$ 39,2 bilhões.
Na véspera, o Ibovespa havia alcançado o 11º recorde nominal de 2026, acima de 190 mil pontos, impulsionado pelo fluxo estrangeiro. Wall Street também operou em queda, com o S&P 500 recuando 1,57%, em meio a ajustes de ações de software e tecnologia e dados de empregos que frearam a redução de juros.
Resultados em destaque
Petrobras recuou 2,55% no papel PN e 3,09% no ON, com queda dos preços do petróleo no exterior alimentando a realização de lucro. A estatal informou que não exercerá direitos de preferência na potencial venda de ações da Braskem pela Novonor ao fundo Shine.
Banco do Brasil avançou 4,5%, em sessão volátil, após divulgar lucro acima do esperado, mas com piora na inadimplência. A instituição citou expectativa de melhora na carteira agro apenas no segundo semestre e estimou um aporte de R$ 5 bilhões para antecipação de contribuição ao FGC.
Itaú Unibanco caiu 2,29%, após atingir máximas históricas na sessão anterior. O banco registrou forte valorização no ano, mas operou com volatilidade, refletindo movimentos de precificação e resultados recentes de peers.
Vale registrou queda de 0,95% antes de divulgar balanço do quarto trimestre de 2025. No setor de mineração, CSN caiu quase 10%, CSN Mineração recuou acima de 5%, Usiminas perdeu 4,4% e Gerdau caiu 2,0%.
Raízen teve queda expressiva de 12,99%, acumulando novas mínimas históricas diante da divulgação do balanço do quarto trimestre após o fechamento do mercado. A ação chegou a R$ 0,63 no pior momento.
Braskem caiu 11,27% após ganhos relevantes no ano, com a Petrobras informando que não exercerá direitos de preferência nem tag along na possível venda de ações da Braskem detidas pela Novonor ao Shine.
Ambev subiu 4,76%, impulsionada pelo balanço do quarto trimestre, com EBITDA ajustado de R$ 8,85 bilhões, queda de 8% anual, mas acima do esperado. A margem operacional ficou em 35,7%, e a receita líquida atingiu R$ 24,81 bilhões, mantendo margem de expansão.
Assaí registrou alta de 5,09% após divulgação do quarto trimestre com lucro líquido ajustado de R$ 347 milhões, queda de 26,8% year‑on‑year. A empresa reduziu a previsão de aberturas para cinco lojas e ressaltou foco na redução de alavancagem. O Mercado Livre passou a vender produtos Assaí na plataforma até o fim de março.
Totvs caiu 3,05% após balanço do quarto trimestre de 2025, com EBITDA ajustado de R$ 409 milhões, ligeiramente abaixo da média das projeções. A companhia indicou aumento de investimentos em IA de cerca de R$ 75 milhões por ano nos próximos quatro anos e anunciou programa de recompra de ações.
Entre na conversa da comunidade