Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Reforma tributária: extinção de PIS, Cofins e IPI, R$ 40 bi até 2026

Extinção do PIS, Cofins e IPI em 2026 elimina cerca de R$ 40 bilhões em benefícios fiscais, substituídos pela CBS e pelo imposto seletivo

Imagem de cookie studio no Freepik
0:00
Carregando...
0:00
  • Em 2026, a reforma tributária prevê a extinção do PIS, Cofins e IPI, o que elimina aproximadamente R$ 40 bilhões em benefícios fiscais.
  • Esse montante corresponde a cerca de 6,5% do total estimado de benefícios fiscais, de acordo com o Demonstrativo de Gastos Tributários da Receita Federal.
  • Com o fim desses tributos, os benefícios não renovados serão substituídos pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e pelo imposto seletivo, conhecido como “imposto do pecado”.
  • A expectativa é que a desoneração de investimentos e exportações traga benefício para todos os setores, enquanto o regime não cumulativo permitirá ressarcimento de tributos pagos em etapas anteriores da produção.
  • A CBS deve entrar em vigor em 2027 com alíquotas reajustadas para manter a arrecadação, estimadas em torno de 28%, e sua definição envolve regulamentação pelo Congresso e pela Receita Federal.

Com a reforma tributária do consumo, o fim do PIS, Cofins e IPI, ainda neste ano, implica a extinção de cerca de 40 bilhões de reais em benefícios fiscais em 2026. A medida visa substituir esses tributos pela CBS e pelo imposto seletivo.

Segundo dados da Receita Federal, os 40 bilhões correspondem a aproximadamente 6,5% do total de 612,8 bilhões em gastos tributários previstos neste ano. A estimativa considera apenas o Demonstrativo de Gastos Tributários, sem abranger todas as chamadas benesses.

A proposta prevê que, com o fim dos incentivos, não serão concedidos abonos com base nesses impostos no próximo ano. Em contrapartida, a CBS substituirá os tributos, enquanto o imposto seletivo incidirá sobre itens nocivos à saúde.

A reforma também mantém, em 2026, vários benefícios já existentes como Simples Nacional e Zona Franca de Manaus, além de setores como defensivos agrícolas, livros, medicamentos e transporte público. O Congresso manteve benefícios que somam mais de 150 bilhões de reais.

De acordo com o governo, a desoneração de investimentos e exportações será a regra, buscando neutralizar os efeitos dos incentivos que deixam de existir. Empresários deverão receber ressarcimento de tributos em cadeias produtivas, em regime não cumulativo.

Rodrigo Orair, representante da Fazenda, afirma que o novo sistema migrará para não cumulatividade, com incidência apenas no destino das exportações, sem incidência no meio da cadeia. O objetivo é tornar a cobrança mais transparente.

A CBS, cuja alíquota inicial será definida pela Receita Federal com apoio do TCU, entra em vigor em 2027. O desenho final dependerá de regulamentação do Congresso para o imposto seletivo, fixando alíquotas de produtos nocivos.

Segundo as projeções, o fim de incentivos, somado ao aumento da arrecadação com o imposto seletivo, será compensado por novos benefícios voltados a consumo, cesta básica, remédios e exportações. A CBS poderá ter uma das maiores alíquotas globais.

A transição prevê ainda a migração gradual do IBS, com a substituição de tributos estaduais e municipais, até 2033. Enquanto isso, o governo prepara a plataforma de arrecadação integrada, associada ao cashback para trabalhadores de renda baixa.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais