- Vale reportou lucro líquido consolidado de US$ 1,9 bilhão em 2025, queda de 67% frente a 2024; o lucro atribuível aos acionistas foi de US$ 2,3 bilhões, recuo de 62%.
- No quarto trimestre, a empresa teve prejuízo líquido de US$ 4,2 bilhões (US$ -872 milhões no mesmo período de 2024); o prejuízo atribuível aos acionistas ficou em US$ 3,8 bilhões.
- A Vale reconheceu impairment de US$ 3,5 bilhões nos ativos de níquel da Vale Base Metals no Canadá, devido à revisão para baixo das premissas de preço de longo prazo da commodity.
- EBITDA ajustado de 2025 totalizou US$ 15,4 bilhões, alta de 4% frente ao ano anterior; no quarto trimestre, o EBITDA ajustado subiu 21% para US$ 4,5 bilhões.
- Receita líquida de vendas de 2025 foi de US$ 38,4 bilhões (+1%); no quarto trimestre, registrou US$ 11 bilhões (+9%), com aumentos nas vendas de minério de ferro (+5%), cobre (+8%) e níquel (+5%).
A Vale apresentou lucro líquido consolidado de US$ 1,9 bilhão em 2025, segundo balanço enviado à Comissão de Valores Mobiliários. O resultado evidencia queda de 67% ante 2024. No critério atribuído aos acionistas, o lucro foi de US$ 2,3 bilhões, baixa de 62%.
No quarto trimestre, a empresa registrou prejuízo líquido de US$ 4,2 bilhões, frente US$ 872 milhões no mesmo período de 2024. O critério aos acionistas apontou prejuízo de US$ 3,8 bilhões no trimestre.
A Vale informou uma perda contábil por impairment de US$ 3,5 bilhões nos ativos de níquel da Vale Base Metals no Canadá, decorrente da revisão para baixo das premissas de preço da commodity.
O EBITDA ajustado de 2025 ficou em US$ 15,4 bilhões, avanço de 4% ante 2024 e acima das projeções do mercado. No quarto trimestre, o EBITDA ajustado subiu 21%, para US$ 4,5 bilhões.
O CEO Gustavo Pimenta afirmou que 2025 trouxe desempenho excepcional, com produção de minério de ferro e cobre nos maiores patamares desde 2018 e níquel com crescimento de dois dígitos. Ele destacou confiabilidade dos ativos e ramp-up de projetos.
A receita líquida de vendas totalizou US$ 38,4 bilhões no ano, praticamente estável frente a 2024. No quarto trimestre, a receita avançou 9%, para US$ 11 bilhões.
O relatório aponta crescimento de vendas no quarto trimestre: minério de ferro (+5%), cobre (+8%) e níquel (+5%) frente ao ano anterior. O preço médio realizado dos finos de minério de ferro ficou em US$ 95,4 por tonelada, 3% acima de 2024.
O custo caixa C1 de finos de minério de ferro ficou em US$ 21,3 por tonelada em 2025, queda de 2% ante 2024, com dois anos consecutivos de redução. O custo all-in caiu 3% no mesmo comparativo, para US$ 54,2 por tonelada.
No quarto trimestre, a Vale reconheceu uma provisão adicional de US$ 449 milhões relacionada à Samarco, ligada à ação no Reino Unido decorrente do rompimento de Mariana em 2015.
A dívida bruta e arrendamentos somaram US$ 18,8 bilhões em 31 de dezembro de 2025. Três dos quatro pedidos de bloqueio relativos ao extravasamento de água com sedimentos em Minas Gerais foram indeferidos.
A empresa informou que o andamento da ação da unidade Viga, movida pelo Ministério Público Federal, permanece pendente de apreciação judicial. A Vale não divulgou perspectivas adicionais neste balanço.
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