- Em janeiro, o índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,2% nos EUA, ante alta de 0,3% em dezembro.
- Nos 12 meses até janeiro, a inflação ao consumidor ficou em 2,4%, com a desaceleração de dezembro explicada pela saída de bases mais altas do ano anterior.
- A inflação subjacente (núcleo, sem alimentos e energia) avançou 0,3% em janeiro, mantendo alta de 2,5% nos 12 meses.
- O Federal Reserve manteve a taxa básica de juros entre 3,50% e 3,75%.
- O mercado de trabalho mostrou melhora: desemprego caiu para 4,3% em janeiro, com aceleração na criação de vagas.
O índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA subiu menos do que o esperado em janeiro, abrindo espaço para que o Federal Reserve mantenha a taxa de juros estável por mais tempo. O CPI avançou 0,2% no mês, ante 0,3% em dezembro.
O aumento anual ficou em 2,4% até janeiro, conforme o Departamento de Estatísticas do Trabalho. Economistas consultados pela Reuters previam alta acima de 0,3% no mês. O dado leva em conta ajustes sazonais revisados para 2025.
A leitura de janeiro também reflete volatilidade histórica, com a divulgação atrasada por uma paralisação do governo na semana anterior. O relatório traz ainda a inflação subjacente, que exclui alimentos e energia, em ritmo de 0,3% mensal.
Inflação subjacente e mercado de trabalho
No mesmo período, o núcleo do CPI subiu 0,3% em janeiro, após 0,2% em dezembro. Em 12 meses, o núcleo avançou 2,5%, influenciado pela saída de leituras mais altas de anos anteriores. O Fed acompanha o núcleo junto ao índice PCE para a meta de 2%.
O relatório também aponta que o mercado de trabalho permaneceu estável: emprego acelerou e desemprego caiu de 4,4% para 4,3% em janeiro. O Fed já havia mantido a taxa básica na faixa de 3,50% a 3,75% na última reunião.
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