- A Vale acredita que pode crescer no cobre com reservas próprias, sem precisar de fusões e aquisições, e vai priorizar o desenvolvimento de depósitos já existentes.
- O CEO Gustavo Pimenta afirmou que a corrida por M&A não altera o planejamento da empresa, incluindo o projeto de cobre e níquel em desenvolvimento com a Glencore no Canadá.
- A Vale Base Metals reconheceu, no quarto trimestre de 2025, uma impairment de US$ 3,5 bilhões relativos a ativos de níquel no Canadá; alguns ativos podem ser vendidos.
- O IPO da VBM não é prioridade; o foco é operar bem os ativos e dobrar a produção de cobre nos próximos anos.
- Sobre o extravasamento de água com sedimentos em Minas Gerais, a Vale estima limpeza em duas a três semanas e retorno depende de autoridades; o guidance permanece, com produção normalmente menor no período chuvoso.
A Vale acredita estar bem posicionada para crescer no mercado de cobre, considerado crucial para a transição energética. O CEO Gustavo Pimenta afirmou que não é necessário realizar fusões e aquisições para ampliar a presença da empresa no segmento. A prioridade é avançar com o portfólio existente.
Segundo Pimenta, a Vale observa movimentos de M&A no setor, mas pretende destravar valor a partir de seus depósitos já em operação. O grupo trabalha no desenvolvimento dos ativos atuais, incluindo projetos greenfield, para ampliar a produção de cobre nos próximos anos.
Desempenho e estratégia da Vale Base Metals
O executivo destacou que, desde sua chegada, a Vale Base Metals enfrentou desafios operacionais, que foram superados para dar “virada” à operação. Além disso, a empresa enxerga potencial para ampliar a produção nos ativos já em carteira.
Pimenta sinalizou que a possibilidade de um IPO da Vale Base Metals não está descartada, mas não é prioridade. A empresa continua avaliando opções como parcerias ou joint ventures para gerar valor mediante crescimento de capacidade produtiva.
Impressionamento financeiro e foco no cobre
No quarto trimestre de 2025, a Vale reconheceu uma perda de impairment de US$ 3,5 bilhões relacionada aos ativos de níquel da Vale Base Metals no Canadá. A avaliação ajustou premissas de preço de longo prazo da commodity.
O CFO Marcelo Bacci explicou que parte dos ativos de níquel canadenses apresenta menor rentabilidade por idade e depleção. Ainda assim, a gestão mantém o portfólio em funcionamento e mantém a estratégia de investimentos de longo prazo.
Extravasamento de água em Minas Gerais
Sobre o incidente de extravasamento de água com sedimentos ocorrido em janeiro em Minas Gerais, a Vale afirmou que as operações devem retornar em duas a três semanas, dependendo das ações das autoridades. O foco atual é a limpeza dos locais afetados.
Bacci informou que a sazonalidade climática reforça a tendência de menor volume em janeiro, mas a empresa espera que o impacto seja limitado e não altera o guidance para o ano. A companhia continuará monitorando as condições operacionais.
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