- O investimento total previsto para os Jogos Milano Cortina 2026 é de € 5,3 bilhões, com impacto econômico estimado em US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 32,8 bilhões), segundo estudo da Banca Ifis.
- A estratégia prioriza infraestrutura existente e ativos duradouros, como melhorias no transporte ferroviário e acessibilidade regional, para fomentar o turismo ao longo do ano.
- Antes das competições, o governo investiu US$ 4,1 bilhões (aprox. R$ 21,43 bilhões) no norte do país, conforme o ministro dos Transportes Matteo Salvini.
- As provas ocorrem em várias cidades (Milão, Bormio, Livigno, Predazzo, Anterselva, Cortina e Verona), com cerca de 800 quilômetros entre sedes e aproximadamente 13 horas de carro.
- O impacto agrícola para as regiões montanhosas deve gerar maior fluxo turístico, com expectativa de 2,5 milhões de visitantes; há planos de legado com mobiliário reutilizado, energia 100% renovável e reaproveitamento de alimentos.
A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno Milano Cortina 2026 lotou o Stadio Giuseppe Meazza, em Milão, destacando a Itália no centro das atenções. O evento alinhou-se à estratégia visual do ciclo 2026, que mescla esportes de inverno com elementos da culinária italiana.
Em termos financeiros, um estudo da Banca Ifis, apresentado pela Embaixada da Itália em Londres, aponta um impacto econômico total de €5,3 bilhões (aprox. US$ 6,3 bilhões), equivalente a cerca de R$ 32,8 bilhões. O impulso acontece em meio a previsões de crescimento moderado para o país.
Infraestrutura e estratégia de legado
Diferentemente de edições anteriores, Milão e Cortina priorizam a modernização de estruturas existentes e o uso de instalações temporárias. O foco é direcionar grande parte do capital a ativos com valor duradouro, como melhorias no transporte ferroviário e a acessibilidade regional, fortalecendo o turismo ao longo do ano.
Entre os investimentos, a Lombardia recebeu melhorias em serviços de trem e metrô, enquanto o Vêneto avançou com turismo inclusivo e projetos culturais. O objetivo é que esses recursos gerem benefícios de longo prazo para o turismo doméstico e internacional, além do período olímpico.
Alcances geográficos e fluxo de visitantes
A logística envolve percursos entre várias sedes: Milão abriga as competições de gelo; Bormio recebe o esqui alpino masculino; Livigno abriga o snowboard; Predazzo recebe o esqui cross-country; Anterselva o biatlo; Cortina o esqui alpino feminino, com a cerimônia de encerramento em Verona. O deslocamento entre as cidades ganha relevância para o planejamento regional.
O impacto econômico ultrapassa Milão, com regiões montanhosas como Cortina esperando maior movimentação. Estima-se uma injeção de aproximadamente €1,1 bilhão na economia ao longo dos 16 dias de competição, beneficiando setores de turismo e serviços locais.
Benefícios para negócios locais e alcance global
Dados da S&P Global, com base em registros da Visa, indicam aumento de chegadas no norte da Itália durante o evento. A projeção é de cerca de 2,5 milhões de visitantes, com estadias médias superiores a três noites. Benefícios podem se estender por quase um ano, segundo o estudo da Banca Ifis, com ampla audiência pela transmissão mundial.
Relatos de mercado apontam que o turismo de montanha teve leve avanço nos últimos dez anos, impulsionado por marketing digital e influenciadores. O cenário sugere efeito multiplicador para as cinco províncias-sede até o fim da década, segundo análises associadas ao evento.
Legado, sustentabilidade e lições aprendidas
O Comitê Organizador enfatiza a criação de um legado que vá além das semanas de competição, com melhorias em infraestrutura existente, engajamento comunitário e oportunidades econômicas inclusivas. Em Milão, a vila dos atletas será integrada ao entorno urbano e, posteriormente, transformada em moradias estudantis acessíveis.
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