- A Glencore anunciou pagamento de 2 bilhões de dólares aos acionistas, mesmo com queda de 6% no lucro anual, para 13,5 bilhões de dólares.
- A notícia chega semanas após a suspensão de uma fusão de 260 bilhões de dólares com a Rio Tinto, que não avançou.
- A empresa mantém foco no crescimento do cobre, com planos de produzir mais de 1 milhão de toneladas por ano até o fim de 2028 e 1,6 milhão de toneladas até 2035.
- O desempenho foi pressionado pela queda de preços de carvão e de commodities energéticas, ainda que os preços de metais tenham subido e a produção de cobre tenha aumentado no segundo semestre.
- Gary Nagle, diretor executivo, destacou que o pagamento aos acionistas decorre de capital excedente, incluindo participação de 4 bilhões de dólares na Bunge após fusão com a Viterra.
Glencore, empresa britânica da Bolsa FTSE 100, anunciará um pagamento de US$ 2 bilhões aos acionistas, mesmo com uma queda de 6% no lucro anual, que ficou em US$ 13,5 bilhões. A informação foi divulgada na quarta-feira.
O ano foi turbulento: lucros menores, apesar do preço das commodities em alta. A alta de metais e o aumento da produção de cobre no segundo semestre não compensaram a forte queda de preços de carvão e outras commodities energéticas.
Além disso, houve o colapso de uma possível fusão de US$ 260 bilhões com a Rio Tinto, anunciada semanas antes. A operação cancelada deixaria a Glencore em posição para ampliar significativamente a produção de cobre nas próximas décadas.
Perspectiva de cobre e estratégia de crescimento
A diretoria permanece convicta de que o cobre será o motor central do crescimento, com metas de produção acima de 1 milhão de toneladas por ano até o fim de 2028 e 1,6 milhão de toneladas até 2035. O objetivo é consolidar a empresa entre os maiores produtores mundiais.
Gary Nagle, CEO, afirmou que o pagamento aos acionistas se justifica pelo excedente de capital resultante de participação na Bunge, fruto da fusão entre Bunge e a Viterra de Glencore. A operação adicionou cerca de US$ 4 bilhões em ativos.
A Glencore continua sendo um dos maiores traders de carvão globalmente, atividade que atrai críticas de campanhas climáticas, embora a empresa sustente que a geração de energia é essencial para mercados emergentes.
A companhia foi criada em 1974 como empresa de comércio e atua em mais de 30 países, empregando cerca de 140 mil pessoas. Em 2024, a empresa decidiu não separar o negócio de carvão, mantendo a operação integrada.
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