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Fundos posicionados diante de recordes da bolsa e queda do dólar

Gestoras mantêm otimismo em ações e renda fixa com dólar em queda e fluxo externo robusto, ante possível ciclo de cortes de juros, com cautela no crédito privado

Gráfico de pizza simbolizando a carteira diversificada de um fundo
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  • Grandes gestoras apontam posicionamento otimista para 2026, com foco em ações brasileiras e fluxo de dinheiro externo que deve continuar chegando, apoiando o rendimiento de ativos locais.
  • Na renda fixa, Santander é otimista diante de queda de juros esperada e prêmio real elevado; Legacy também vê potencial em títulos, com preferência por Tesouro IPCA+ e papéis de crédito privado de alta qualidade.
  • No crédito privado, clima é de cautela: rebaixamentos recentes de Ambipar e Braskem deixam as gestoras mais seletivas, priorizando empresas com alta geração de caixa.
  • Exterior é visto de forma levemente positiva: estratégias incluem exposição a setores ausentes no Brasil e busca por oportunidades em infraestrutura, tecnologia e mineradoras, com possível ganho caso o dólar recue.
  • Visões por casa destacam: Legacy foca em juros nominais e ativos no exterior; Santander enfatiza maior fluxo de capitals e setores geradores de caixa; Arx reforça posição em varejo, bancos e energia, com foco em setores defensivos.

As grandes gestoras de investimento mantêm visão alinhada frente aos recordes da bolsa e ao derretimento do dólar. Dados recentes indicam otimismo com a maioria dos ativos para este ano, sustentado por fluxo externo e novo ciclo de cortes de juros.

A percepção envolve renda fixa, ações e crédito privado. Gestoras destacam que o ambiente externo deve favorecer aportes estrangeiros e que o ciclo de cortes pode ampliar ganhos para ativos locais, mesmo com volatilidade política.

Entre as casas consultadas pela Forbes, duas tendências aparecem: equilíbrio entre proteção de renda fixa e apostas em ações, e cautela seletiva em crédito privado diante de rebaixamentos recentes.

Legacy

Renda fixa: positiva. A gestão acredita em cortes adicionais de juros no Brasil e prefere juros nominal, com potencial para Tesouro IPCA+. O cenário contempla inflação sob controle e maior retorno de títulos atrelados à inflação.

Crédito privado: neutro. A Legacy diversifica, evita setores voláteis como agronegócio e varejo, priorizando empresas de alta qualidade em infraestrutura, energia, saneamento e telecom.

Ações: neutra. A casa aponta maior retorno potencial nos títulos do Tesouro IPCA+ do que na bolsa, diante do fluxo estrangeiro. A perspectiva para ações depende de novos aportes domésticos no curto prazo.

Exterior: positiva. Com economia americana e cortes de juros esperados, a Legacy aponta oportunidades em infraestrutura tecnológica e nomes como Nvidia e TSMC, além de exposição a grandes mineradoras. O ouro pode atuar como proteção de valor em cenários de queda do dólar.

Santander

Renda fixa: positiva. Em cenário de queda de juros, prefere prefixado e mantém IPCA+, que funciona como proteção frente à inflação, mesmo com juros em trajetória menor.

Crédito privado: neutro. Opta por papéis mais seguros, com rating alto (AAA ou AA+), de bancos de grande ou médio porte, além de debêntures de utilities e energia, por gerar caixa estável.

Ações: positiva. Espera incremento de fluxo externo no Brasil, com maior valorização em commodities e bancos. Foca em empresas geradoras de caixa estáveis que se beneficiam da redução de juros.

Exterior: levemente positiva. Evita a Europa e prioriza EUA e China, com ênfase em biotecnologia, tecnologia e setor imobiliário. Investe também em fundos de índices de emergentes, como China e Índia.

Arx

Crédito privado: equilíbrio de preços frágil pode gerar volatilidade. Prioriza setores seguros e líquidos, como bancário, com alocações de curto prazo e crédito de alta qualidade. Debêntures incentivadas mostram boa relação risco-retorno, porém impactam energia elétrica e telecom devido a restrições.

Ações: positiva. Não é Ibovespa-hedged; investimentos miram varejo (Lojas Renner, Assaí, Azusa) e bancos como Bradesco, com visão de melhora operacional. Varejo é tema relevante com potencial de valorização.

Setor elétrico e telecomunicações aparecem como defensivos com potencial de valorização, enquanto energia pode subir diante de oferta e regulação.

Observação sobre atuação externa: a ARX vê oportunidades em setor de telefonia com geração estável de caixa e potencial de reprecificação, mantendo foco em diversificação de setores.

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