- Futuros europeus recuam, em meio à pausa do impulso das bolsas após nove dias de alta, com expectativa voltada para avanços na extensão do acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã.
- O índice MSCI World caiu 0,1% após atingir máxima histórica, enquanto Wall Street fechou em recorde, mas o impulso perdeu fôlego na Ásia e na Europa.
- Na Europa, o Ibex 35 deve abrir próximo de 18.089 pontos, com leve queda nos futuros do EuroStoxx 50.
- O preço do petróleo recua cerca de 1%: Brent em torno de 98 dólares por barril e WTI em cerca de 93,15 dólares.
- Analistas destacam que o mercado pode subestimar o impacto econômico do conflito e aguardam sinais mais claros de Oriente Médio, com possibilidade de reunião entre EUA e Irã no fim de semana.
Os mercados globais recuam nesta sexta-feira, interrompendo a sequência de altas recente. O MSCI World cai 0,1% após atingir máximos históricos, conforme investidores aguardam sinais sobre avanços na trégua no Oriente Médio.
Na prática, as bolsas asiáticas operam em queda com o Nikkei recuando cerca de 1% após tocar recordes, enquanto os índices chineses também aparecem no negativo. Em Europa, os futuros do EuroStoxx 50 apresentam baixa leve, e o Ibex 35 abre em queda em alinhamento com o movimento regional.
O preço do petróleo recua: o Brent cai mais de 1%, para aproximadamente 98,14 dólares por barril, e o WTI opera em torno de 93,15 dólares. O recuo ocorre enquanto investidores ponderam o impacto econômico da crise energética e a possibilidade de normalização do comércio de crude.
Tanto analistas quanto gestores citados indicam que o mercado segue volátil, com ânimo limitado até que haja clareza sobre a viabilidade de uma reabertura do estreito de Ormuz e sobre a evolução das negociações envolvendo EUA, Irã e aliados regionais.
Perspectivas e declarações de mercado
O fim de semana pode trazer novos sinais sobre a continuidade de conflitos na região. Para o chefe de investimentos em renda fixa pública da M&G, o ambiente financeiro tem mostrado resistência inesperada, mas ainda assim carece de uma valorização adicional de risco e de divulgação de planos de política econômica.
A avaliação destaca que, apesar das altas recentes, os agentes temem impactos no crescimento e na inflação caso o conflito se estenda. A postura atual do mercado contrasta com mais cautela declarada por autoridades e bancos centrais.
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