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Comissão da SEC traça caminho incremental para títulos tokenizados

Comissão traça caminho incremental para ativos tokenizados, com exceção de inovação que permite negociação limitada sob regras de volume

SEC Commissioners Outline 'Incremental' Path for Tokenized Securities Frameworks
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  • A Comissão de Valores Motos de EUA apresentou um plano de “exceção de inovação” para permitir, de forma limitada, a negociação on‑chain de ativos tradicionais tokenizados, criando um sandbox regulatório para ativos do mundo real.
  • A proposta permite que emissores trabalhem com transfer agents especializados para listar apenas os detentores autorizados, com limites de volume e períodos de teste temporários.
  • A ideia é testar plataformas novas, possivelmente AMMs de DeFi em redes permissivas, desde que haja conformidade com regras de divulgação e custódia.
  • A atuação busca acompanhar a realidade do mercado, com negociações institucionais cada vez mais integrando blockchain; a Nasdaq tem interesse em atualizar regras para permitir ativos tokenizados.
  • A expectativa é de rulemaking formal até meados de 2026, com potencial aumento de liquidez para treasuries e ações tokenizadas, porém há riscos ligados a tokens sintéticos e contrapartes.

O Conselho de Administração da Securities and Exchange Commission (SEC) apresentou um plano concreto para uma “isenção de inovação” voltada a valores mobiliários tokenizados. A anúncio foi feito na ETHDenver, nesta quarta-feira, por liderança da SEC, sinalizando um caminho pragmático e cauteloso para negociação de ativos tradicionais em formato de tokens.

O chair Paul Atkins e a comissária Hester Peirce detalharam uma estrutura incremental que permite a empresas de criptomoeda facilitar negociações limitadas de ativos tradicionais baseados em blockchain. O objetivo é criar um ambiente de teste regulatório para Real World Assets (RWAs).

O que muda com a isenção

  • A proposta autoriza emissores a trabalhar com agentes de transfert especializada para listar detentores de tokens e viabilizar negociação on-chain.
  • Limites de volume e duração temporária devem acompanhar o período de testes para avaliar estabilidade.

Contexto e motivações

  • A SEC atua para acompanhar a realidade do mercado, com TradFi acelerando settlement via blockchain no último ano.
  • Nasdaq já sinaliza revisão de regras para permitir ativos tokenizados em formas digitais normais ou em tokens em blockchain.

Estrutura incremental

  • Peirce descreve a isenção como um passo modesto, comparando ativos tokenizados a uma unidade de armazenamento abandonada.
  • Os tokens continuam a ser considerados valores mobiliários, mantendo proteções ao investidor.
  • Emissões podem explorar plataformas novas, como AMMs de DeFi, sob regras rígidas de divulgação e custódia.

Impactos para os traders

  • A isenção pode viabilizar RWAs de nível institucional, conectando ativos tradicionais a operações on-chain de forma regulada.
  • A liquidez de treasuries e ações tokenizadas pode crescer com infraestrutura focada em RWAs.
  • Riscos existem, especialmente para tokens sintéticos não patrocinados pelo emissor, que podem ser classificados como swaps baseados em valores mobiliários.

Perspectivas regulatórias

  • Espera-se uma formalização de regras sobre vias de captação de capital com cripto até meados de 2026.
  • A clareza regulatória é apontada como fundamental para lançamentos de ETFs e produtos de staking envolvendo grandes players do setor.

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