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Dólar fecha em R$ 5,18, menor em quase dois anos após tarifas de Trump

Dólar fecha em R$5,1766, menor desde maio de 2024, após Suprema Corte dos EUA rejeitar tarifas de Trump

Notas de cinco e vinte dólares em foco.
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  • O dólar à vista fechou em R$5,1766, queda de 0,99%, menor fechamento desde 28 de maio de 2024.
  • Na semana encurtada pelo Carnaval, a moeda recuou 1,03% e, no ano, cai 5,69%.
  • O dólar futuro para março ficou em R$5,1840, queda de 0,77%.
  • A queda veio após a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitar tarifas impostas por Donald Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).
  • O Banco Central vendeu US$ 1 bilhão de US$ 2 bilhões ofertados em leilões de linha, além de vender 35.100 contratos de swap cambial tradicional para a rolagem de março.

O dólar fechou a sexta-feira em queda no Brasil, abaixo de 5,20 reais, após a Suprema Corte dos EUA rejeitar tarifas impostas pelo presidente Donald Trump. O câmbio acompanhou a fraqueza da moeda norte-americana no exterior.

Às 17h06, o dólar futuro para março caía 0,77%, a 5,1840 reais. O fechamento à vista ficou em 5,1766 reais, queda de 0,99%, o menor desde 28 de maio de 2024 (5,1539 reais). A semana, abreviada pelo Carnaval, terminou com baixa de 1,03%.

A decisão judicial derrubou tarifas baseadas na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), considerado excessivo para o Congresso. A Corte manteve que o uso da lei de 1977 extrapolou autoridade.

Em reação global, o dólar recuou, registrando mínima de 5,1739 reais por volta das 15h47, quando Trump sinalizou novas medidas. O presidente afirmou que pode impor tarifa global de 10% e iniciar novas investigações comerciais.

Economistas analisam que esse desfecho favorece o real e a bolsa brasileira, mas pode aumentar a volatilidade cambial diante de cenários incertos nos EUA. Segundo André Valério, do Inter, a tendência global de enfraquecimento do dólar permanece, ainda que haja volatilidade local.

No plano doméstico, o Banco Central realizou dois leilões de linha para rolar vencimentos de março: vendeu 1 bilhão de dólares dos 2 bilhões ofertados. Também ofereceu swap cambial tradicional, vendendo 35.100 contratos dos 50.000 disponíveis.

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