- Nvidia encerrou 2025 como a empresa mais valiosa do mundo, atingindo US$ 5 trilhões de valor de mercado, impulsionada pela demanda por GPUs para IA.
- A companhia afirma que a demanda computacional está acima da sua capacidade de entrega, descrevendo isso como um “bom problema”.
- Em 2025, a receita total ficou em US$ 130,5 bilhões, com lucro por ação em base GAAP crescendo 147%, e a divisão de Data Center respondendo por US$ 51,2 bilhões (aproximadamente 89,8% das vendas).
- No terceiro trimestre fiscal de 2026, a receita foi recorde de US$ 57 bilhões, com crescimento de 62% na comparação anual; o resultado do quarto trimestre fiscal de 2026 aponta expectativa de receita de US$ 65,6 bilhões e lucro por ação de US$ 1,52.
- O Brasil é destacado como polo estratégico para expansão da infraestrutura de IA, com atuação desde 2010, colaboração com grandes provedores de cloud e mais de 125 mil pesquisadores qualificados vinculados à Nvidia.
A Nvidia permanece como o pilar central da infraestrutura de inteligência artificial. A empresa, valuada em US$ 5 trilhões ao fim de 2025, afirma que a demanda por seus chips supera a capacidade de entrega, descartando a ideia de uma bolha no setor. O comentário veio de Marcio Aguiar, diretor da divisão Enterprise na América Latina, em entrevista à EXAME.
Em 2025, as ações da Nvidia subiram cerca de 39%, superando o ganho do S&P 500, em torno de 16,4%. A volatilidade ficou evidente: no meio do ano passado, as ações recuaram quase 37% por conta de tarifas, exportações para a China e dúvidas sobre a demanda por IA, antes de se recuperar.
As expectativas para o quarto trimestre fiscal de 2026 apontam para receita de US$ 65,6 bilhões e lucro por ação de US$ 1,52. No terceiro trimestre fiscal de 2026, a empresa registrou receita de US$ 57 bilhões, alta de 62% frente ao ano anterior.
Na prática, o segmento Data Center foi o motor das vendas: US$ 51,2 bilhões, ou 89,8% do total, com crescimento de 66% na comparação anual. Em 2025, a receita total atingiu US$ 130,5 bilhões, com ganho de 114% ante o exercício anterior.
Da experimentação à implementação
Aguiar aponta que o mercado entrou em uma nova fase, com adoção acelerada da IA pelas empresas. A transição da fase de testes para a implementação em larga escala é vista como inevitável, segundo ele, e a corrida por poder computacional está apenas começando.
Brasil como polo estratégico
A Nvidia atua no Brasil desde 2010, atuando em energia, educação, pesquisa, manufatura e finanças. A empresa trabalha com parceiros e disponibiliza sua arquitetura por meio de provedores de cloud como Amazon, Google, Microsoft e Oracle. O país já conta com mais de 125 mil pesquisadores e mais de mil startups ligadas ao programa de aceleração.
Investimento contínuo e capacitação
O maior desafio global, segundo Aguiar, é formar profissionais capazes de aplicar IA aos negócios. Investimentos precisam ser contínuos e de longo prazo; parar de investir pode reduzir a competitividade, alerta o executivo.
Em resumo, a Nvidia vê a demanda por seus chips como o principal motor de crescimento, mantendo o foco na expansão de infraestrutura de IA e no fortalecimento de parcerias e capacitação em mercados estratégicos como o Brasil.
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