- O Bitcoin testou a região de US$ 60 mil após uma forte sequência de quedas, ampliando a pressão no mercado cripto.
- O ativo chegou a operar perto de US$ 61 mil, em meio a maior aversão a risco, tensões no Oriente Médio e liquidações de posições compradas.
- Em 2026, o Bitcoin acumula queda de mais de 27%, sendo que já caiu mais de 13% apenas em junho.
- Houve quase 4 bilhões de dólares em posições compradas liquidadas e saídas de mais de 4,4 bilhões de dólares de ETFs de Bitcoin nos EUA. A primeira venda pela Strategy desde 2022 aumentou a cautela sobre demanda institucional.
- O suporte-chave continua em US$ 60 mil; perda dessa faixa pode puxar o preço para perto de US$ 52.550, US$ 49.000, US$ 43.880 e US$ 41.620, enquanto ganhos acima de US$ 65 mil e US$ 70.466 seriam necessárias para sinalizar recuperação.
Bitcoin testa 60 mil dólares após forte queda, em meio a maior aversão a risco do ano. A queda recuou até a região de US$ 60 mil, considerado suporte técnico e psicológico pelos investidores. O recuo acontece após sequência de perdas e pressões de mercado.
O movimento ocorre com liquidez marcada por tensões no Oriente Médio, liquidações de posições compradas e saídas de ETFs de Bitcoin nos EUA. O ativo chegou a operar próximo de US$ 61 mil, registrando a maior sequência de quedas desde agosto do ano passado.
No acumulado de 2026, o Bitcoin acumula queda superior a 27%, com mais de 13% apenas em junho. Enquanto bolsas de tecnologia dos EUA permanecem próximas de máximas, o BTC opera em seus menores níveis de quatro meses.
Descolamento entre Bitcoin e tech norte-americana
A queda, neste momento, ocorre em meio a um descolamento do Bitcoin de ativos de tecnologia. Índices como Nasdaq e S&P 500 seguem com viés de valorização, enquanto o Bitcoin se aproxima de níveis vistos no fim de 2023.
Quase US$ 4 bilhões em posições compradas foram liquidados nos últimos dias. Paralelamente, ETFs de Bitcoin registraram retiradas superiores a US$ 4,4 bilhões, ampliando a percepção de demanda institucional mais fraca.
A venda da Strategy, pela primeira vez desde 2022, ampliou a cautela entre investidores e elevou a dúvida sobre a força de demanda institucional pela criptomoeda.
Região dos US$ 60 mil como ponto-chave
Após renovar a máxima histórica em US$ 126.199, o Bitcoin passou a cair com maior intensidade. O ativo perdeu suportes relevantes e opera abaixo da faixa dos US$ 70 mil, tornando a região dos US$ 60 mil relevante.
Se esse suporte for rompido, o movimento corretivo pode ganhar força, apontando para níveis próximos a US$ 52.550, US$ 49.000, US$ 43.880 e US$ 41.620.
Análise técnica no curto prazo
No gráfico diário, a queda ganhou impulso após falha na recuperação acima de US$ 82.850. O Bitcoin permanece abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, mantendo viés baixista.
O IFR de 14 períodos está em 18,55 pontos, indicando condição extrema de sobrevenda. Movimentos de alívio podem ocorrer, mas a continuidade da queda depende da recuperação de resistências relevantes.
Próximos suportes e possibilidades de recuperação
O principal suporte segue em US$ 60 mil. Abaixo desse nível, o cenário pode mirar US$ 52.550, US$ 49.000 e US$ 43.880, até US$ 41.620.
Para iniciar recuperação mais consistente, é necessário superar US$ 65 mil e US$ 70.466. Acima, alvos em US$ 74.550, US$ 78.200 e US$ 82.850 passam a compor a leitura de curto prazo.
Visão de médio prazo e decisões de compra
No gráfico semanal, a leitura permanece cautelosa. Froma de topos e fundos descendentes sinaliza tendência de baixa no médio prazo, com o preço próximo de US$ 63 mil e abaixo das médias móveis.
O IFR em 34,48 pontos sugere sinais próximos da neutralidade, mas com enfraquecimento do momentum comprador. A leitura indica volatilidade e necessidade de confirmação de resistência.
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