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CEO da Enel diz ter boas discussões para solucionar apagões em SP

Enel afirma haver boas discusses para solução definitiva dos apagões em São Paulo, destacando rede aérea e queda de árvores como entraves principais

Reuters - Dado Ruvic A Enel anunciou um plano de investimentos de 53 bilhões de euros até 2028
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  • A Enel afirmou ter tido “boas discussões” para propor uma solução definitiva aos apagões em São Paulo, durante apresentação de novo plano estratégico.
  • O problema na capital paulista envolve a rede elétrica aérea, com quedas de árvores que danificam cabos e dificultam o restabelecimento da energia.
  • A companhia disse ter recuperado 50% da qualidade do serviço em São Paulo no último ano; discussões sobre renovações de concessões em Ceará e Rio de Janeiro estão quase completas.
  • A Aneel discute a caducidade do contrato da Enel São Paulo; há pedido de mais 60 dias para voto-vista, em meio a debate sobre urgência da análise após apagão de dezembro que atingiu 4,4 milhões de consumidores.
  • A Enel divulgou um plano de investimentos de 53 bilhões de euros para 2026–2028, com cerca de 6,2 bilhões de euros destinados às operações latino-americanas.

A Enel afirma ter tido discussões positivas para encontrar uma solução definitiva para os apagões na rede de distribuição de energia de São Paulo. O comentário foi feito pelo CEO do grupo italiano, Flavio Cattaneo, durante a apresentação do novo plano estratégico.

Cattaneo destacou dificuldades da rede aérea na RMSP, principalmente com quedas de árvores que danificam cabos e dificultam o restabelecimento da energia aos consumidores. Segundo ele, o problema envolve a infraestrutura, não apenas a atuação da empresa.

O executivo afirmou que a Enel mostrou às autoridades locais a capacidade da companhia, com recuperação apontada em 50% da qualidade do serviço no último ano em São Paulo. Também mencionou avanços em negociações sobre renovações contratuais nos estados do Ceará e do Rio de Janeiro.

Contexto regulatório e operção no Brasil

A imprensa acompanha o escrutínio sobre os serviços da Enel desde o fim de 2024, quando quedas de energia em eventos climáticos extremos ampliaram a fiscalização. A Aneel discute a caducidade do contrato da Enel em São Paulo, com análise que começou em novembro e foi interrompida por pedido de vista.

Na pauta, está a extensão do tempo para voto-vista do diretor Gentil Nogueira, com pedido de mais 60 dias para dar ampla defesa após fiscalização apontar desempenho insatisfatório em dezembro. O secretário-geral da Aneel pediu urgência na deliberação.

Entretanto, a defesa da Enel contesta a expansão do escopo para incluir o apagão de dezembro, alegando questões legais. Ao lado, a Procuradoria Federal participa do debate com apoio jurídico a essa posição.

Investimentos globais anunciados

A Enel anunciou um plano de investimentos de 53 bilhões de euros para 2026-2028, com foco em energias renováveis na Europa e nos EUA. No Brasil, a empresa não detalha valores, mas aponta cerca de 6,2 bilhões de euros para operações latino-americanas, sujeitas a cenários regulatórios estáveis.

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