- O Trump anunciou uma tarifa global temporária de 15% após o tribunal declarar ilegais algumas tarifas anteriores, ampliando a incerteza nas negociações comerciais.
- O dólar caiu cerca de 0,4% frente a uma cesta de moedas e os futuros de ações dos EUA recuaram; o bitcoin caiu 2,8%.
- A agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA informou que deixará de cobrar tarifas sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência a partir de terça-feira.
- Analistas da Unicredit afirmam que, apesar da volatilidade, a decisão pode oferecer a Trump uma saída da escalada tarifária antes das eleições.
- Segundo Global Trade Alert, China, Índia e Brasil são vistos como principais beneficiados com a tarifa única de 15%.
O dólar cai e as bolsas globais recuam após a divulgação de uma nova tarifa global por parte dos Estados Unidos. A medida, anunciada pelo presidente Donald Trump, surge após a Suprema Corte ter considerado ilegais os tariffs anteriores sob a lei de poderes de emergência econômica. A escalada acontece em meio a incertezas na guerra comercial.
Os mercados refletem a tensão: o dólar recuou cerca de 0,4% frente a uma cesta de moedas, ampliando perdas já observadas na sexta-feira. Futuros de ações dos EUA indicam queda em Wall Street, enquanto o Bitcoin também recua ante o avanço da tensão comercial.
O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que acordos com parceiros continuam em vigor e devem ser honrados. Greer destacou que a nova tarifa global de 15% é distinta dos acordos bilaterais firmados nos últimos meses com cerca de 20 países.
Tendências de mercado e impactos regionais
Analistas da Unicredit avaliam que a decisão mantém a incerteza, mas oferece uma saída para Trump antes das eleições de meio de mandato. Segundo a instituição, cerca de 70% das tarifas adicionais impostas no segundo mandato entram nesse cenário.
O governo dos EUA anunciou a aplicação de 150 dias de tarifa de 15% para a maioria dos países, com exceções de minerais críticos, fármacos, itens cobertos pelo USMCA e setores sujeitos a tarifas sob outra lei. O movimento visa manter pressão econômica sem depender de acordos bilaterais.
Reações e desdobramentos
As perspectivas para o mercado de ações nos EUA mostram o S&P 500 recuando aproximadamente 0,55% na abertura, com Dow Jones e Nasdaq em queda menor e maior, respectivamente. Analistas observam que a curiosa volatilidade anterior pode retornar diante da nova rodada de tarifas.
A agência de alfândega dos EUA informou que cobraturas sob a lei de pêndulo de balanço de pagamentos cessarão a partir de amanhã, desativando códigos de tarifas relacionados a ordens anteriores. O objetivo é alinhar a cobrança à nova estrutura tarifária.
Contexto internacional
Especialistas apontam que a medida pode beneficiar grandes exportadores como China, Índia e Brasil, segundo avaliações de Global Trade Alert, que traçam cenários de vencedores e perdedores entre os principais fornecedores dos EUA. A leitura é de que a mudança altera o mapa de competitividade externa.
A tensão acompanha dados econômicos: hoje, a agenda inclui indicadores de confiança empresarial na Alemanha, GDP do México e índices setoriais nos EUA, entre outros, que devem repercutir nos próximos dias.
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