- Fraudes em postos de combustível estão em ascensão, com golpes cada vez mais sofisticados, segundo o Instituto Combustível Legal (ICL) e representantes do setor.
- Um dos golpes citados é o “chip na bomba”, dispositivo que manipula a contagem de litros para entregar volume menor.
- Também há aumento de casos de mistura de solventes e metanol na gasolina e no etanol, com relatos de metanol chegando a 90% em alguns casos.
- O Procon do Rio de Janeiro tem atuado com fiscais disfarçados, que medem volumes de combustível com galões para comprovar irregularidades.
- O setor afirma que, apesar do aperto à sonegação, houve melhora na fiscalização tributária e nas ações de defesa ao consumidor, com impactos positivos para distribuidoras que operam dentro das normas.
O aumento de fraudes nos postos de combustível ganhou notoriedade com a fiscalização atenta de órgãos de defesa do consumidor. Em operação recente, fiscais detectaram golpes como o chip na bomba, que manipula a contagem de litros, e a mistura de solventes com metanol em combustíveis. As irregularidades chegaram a postos em várias regiões, com relatos de volumes entregues inferiores ao anunciado.
O caso ganhou visibilidade graças a uma ação do Procon do Rio de Janeiro, que observa o cenário com a ajuda de ferramentas de fiscalização modernas. A atuação envolve testes de volume e auditorias de estoque, além de monitoramento constante de denúncias de clientes. A presença de dispositivos tecnológicos facilita a identificação de fraude operacional.
Segundo representantes do setor, o cerco a irregularidades fiscais provocou desvio de estratégias entre empresas. A mudança se deu após medidas recentes de combate à sonegação, levando operadoras a revisitarem práticas e adotarem controles mais rígidos. Mesmo assim, golpes avançaram, segundo o Instituto Combustível Legal (ICL).
O ICL descreve o aumento de golpes com tecnologia, como o já citado chip na bomba, ligado a uma contagem adulterada de litros. Em paralelo, há relatos de situações em que o metanol aparece misturado ao etanol, elevando o teor de álcool nocivo para o consumo. Tais casos aparecem com maior frequência em operações de vigilância.
Em resposta, distribuidoras e autoridades têm reforçado parcerias para prevenção. O Procon carioca realiza autuações com base em aferições diretas de volume, sem depender exclusivamente de comprovações formais de fraude. O método envolve observar discrepâncias entre o que é medido no posto e o que chega ao consumidor.
O ICL mantém o programa Cliente Misterioso, com equipes disfarçadas de consumidores que avaliam o atendimento e a veracidade dos volumes entregues. Ao identificar indícios de irregularidade, é emitido um laudo pericial para acionar a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e orientar ações regulatórias.
Apesar dos desafios, o setor sinaliza perspectivas mais estáveis para empresas que operam dentro das normas. Relatos indicam melhora de desempenho para redes que mantêm conformidade regulatória, com impactos positivos em margens para companhias grandes do ramo.
No âmbito financeiro, analistas percebem reajustes positivos nas margens de líderes do setor, como Vibra, Ultrapar e Raízen, refletindo maior rigor regulatório. Um relatório de mercado compara o cenário brasileiro a medidas de combate a irregularidades implementadas em outros países, destacando o efeito de normalização de operações.
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