- A Comissão Europeia pediu aos Estados Unidos clareza sobre medidas após a decisão da Suprema Corte de derrubar as tarifas desde abril de dois mil e vinte e cinco; Trump informou tarifas temporárias de 10%, depois elevadas para 15%, com exceções para aço e alguns produtos.
- Não está claro se as novas tarifas de quinze por cento substituem o acordo entre UE e EUA, o que pode eliminar as isenções de tarifa zero da UE e aplicar tarifas adicionais sob o princípio da nação mais favorecida.
- De acordo com o Global Trade Alert, o Brasil seria o país com maior redução média de tarifas, em quatorze pontos percentuais aproximadamente, seguido pela China.
- A decisão da Suprema Corte e as falas de Trump elevam riscos e incertezas para a política comercial, a dívida dos EUA e o dólar; não há definição sobre reembolsos, o que pode gerar um rombo de até US$ 175 bilhões.
- O dólar caiu ante moedas de refúgio na Ásia, como franco suíço e iene, e títulos do Tesouro-Americano ficaram paralisados, enquanto mercados buscam entender impactos fiscais e inflacionários.
A Comissão Europeia pediu aos Estados Unidos que cumpram os termos do acordo comercial UE-EUA firmado em julho de 2025, em meio à incerteza sobre tarifas globais. O tema continua atual após a decisão da Suprema Corte dos EUA na sexta-feira.
Na prática, a Justiça americana derrubou temporariamente as tarifas que vinham sendo impostas desde abril de 2025. O governo Trump anunciou tarifas de 10% no domingo e elevou para 15% no sábado, ampliando o quadro de conflitos comerciais.
A UE enfrenta dilemas sobre se as novas tarifas de 15% substituirão o acordo vigente. Se houver substituição, as isenções de tarifa zero para alguns produtos da UE podem desaparecer, afetando a relação entre as partes.
Essa incerteza pode atenuar impactos positivos esperados no Brasil, segundo a Global Trade Alert. O estudo aponta que o Brasil pode ter a maior queda de tarifas médias, de 13,6 p.p., seguido pela China, com 7,1 p.p.
Perspectivas
A decisão da Suprema Corte e as falas de Trump aumentam riscos na política comercial, na dívida pública norte-americana e no dólar. O tribunal não tratou de reembolsos, mantendo incerteza sobre déficits, estimados em até US$ 175 bilhões por universidades.
O dólar operou em queda na Ásia, com maior recuo frente ao franco suíço e ao iene. Títulos do Tesouro ficaram voláteis, à espera de clareza sobre métricas fiscais e pressões inflacionárias.
Indicadores
BRASIL
Confiança do Consumidor FGV (Fev)
Anterior: 87,3
Relatório Focus
ESTADOS UNIDOS
Discurso de Christopher Waller, do FED
Encomendas à indústria (Dez)
Anterior: +2,7%
Esperado: –0,4%
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