- Estados Unidos aplicaram tarifa adicional de 10% sobre todas as importações não sujeitas a isenções, a partir desta terça-feira (24).
- A medida foi anunciada pelo presidente Donald Trump na sexta-feira, com menção inicial de elevação a 15% posteriormente.
- A cobrança começou à meia-noite, após a Suprema Corte ter derrubado tarifas anteriores, que variavam de 10% a 50%.
- A ação se baseia na Seção 122, que autoriza o presidente a impor tarifas por até 150 dias para enfrentar déficits na balança de pagamentos.
- Japão pediu garantias de tratamento igual sob o novo regime tarifário; União Europeia e Reino Unido disseram que desejam manter acordos existentes.
Os Estados Unidos aplicaram uma tarifa adicional de 10% a partir desta terça-feira (24) sobre a maioria dos produtos importados que não estejam isentos. A medida foi anunciada pelo CBP, órgão de Alfândega e Proteção de Fronteiras, após a decisão da Suprema Corte que derrubou tarifas anteriores.
A decisão de Trump, anunciada na sexta-feira, inicialmente chamou a atenção para uma tarifa global temporária de 10%, com a possibilidade de subir para 15% posteriormente. O aviso do CBP descreve a cobrança como parte da Proclamação Presidencial de 20 de fevereiro de 2026, destinada a produtos não isentos.
Contexto e impactos
A nova tarifa começou a vigorar à meia-noite, enquanto as tarifas anuladas pela Suprema Corte permaneciam suspensas. As tarifas anteriores variavam de 10% a 50%. A Seção 122 da legislação autorizava o presidente a impor medidas por até 150 dias para déficits na balança comercial.
Dados oficiais apontam um déficit comercial anual de aproximadamente US$ 1,2 trilhão em bens e um déficit em conta corrente equivalente a 4% do PIB, motivando medidas para reequilibrar pagamentos internacionais. A ordem tarifária sustenta que o déficit é grave e afeta pagamentos externos.
Trump alegou, em pronunciamentos, que acordos comerciais recentes poderiam sofrer alterações se países recusarem manter condições atuais. Em resposta, o governo informou que pode aplicar tarifas mais elevadas sob leis comerciais diferentes.
Reações internacionais
O Japão pediu garantias de tratamento comparável sob o novo regime tarifário. A União Europeia e o Reino Unido indicaram interesse em manter acordos já firmados com os EUA, sinalizando continuidade de relações comerciais estáveis diante das mudanças. autoridades externas aguardam desdobramentos sobre como a nova taxa será aplicada.
A medida reforça o ambiente de incerteza sobre a política comercial norte‑americana. Analistas ressaltam que a aplicação ampla pode afetar fluxos de importação, cadeias de suprimentos e negociações com parceiros estratégicos.
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