- Polícia Federal prendeu MCs Poze do Rodo e Ryan SP e o empresário Raphael Sousa Oliveira durante a Operação Narco Fluxo, dedicada a desarticular lavagem de dinheiro em diversos estados e no exterior.
- Poze do Rodo foi preso em casa, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro; defesa afirma desconhecer o mandado e que haverá esclarecimentos à Justiça.
- Ao todo, são 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em endereços de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.
- Os investigadores dizem que o grupo movimentava valores ilícitos superiores a 1,6 bilhão de reais, com uso de criptoativos, transporte de dinheiro em espécie e outras operações.
- As defesas de Ryan SP e de Raphael Sousa Oliveira destacam que não há participação em organização criminosa e que as atividades são lícitas ou relacionadas apenas a prestação de serviços de publicidade, devendo ser apresentados os devidos esclarecimentos na Justiça.
Na manhã desta quarta-feira (15), a Polícia Federal prendeu dois MCs de funk, Poze do Rodo e Ryan SP, durante a operação Narco Fluxo, que mira um esquema de lavagem de dinheiro. Além deles, Raphael Sousa Oliveira, proprietário da página Choquei, também foi preso. As ações ocorreram em diversos estados do Brasil.
Poze do Rodo foi detido em residência no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio de Janeiro. A defesa afirmou desconhecer os autos e o teor do mandado de prisão, prometendo manifestar-se na Justiça assim que tiver acesso aos documentos.
Ryan SP também teve participação citada na operação, com informações de que a defesa comunicou não ter acesso ao procedimento sob sigilo para apresentar defesa específica. As famílias e assessorias de ambos não detalharam os fatos enquanto o processo tramita.
Narco Fluxo: objetivo da operação
A PF informou que a ação busca desarticular uma organização criminosa envolvida na movimentação ilícita de valores, inclusive por meio de criptoativos, no Brasil e no exterior. O grupo é investigado por esquemas de lavagem de capitais e ocultação de recursos.
Os investigadores apontam que o grupo utilizava um sistema de dissimulação de recursos, com operações de alto valor, transporte de numerário, além de transações com criptoativos. O volume movimentado supera R$ 1,6 bilhão, segundo as apurações.
Prisões, apreensões e medidas
Ao todo, a operação cumpre 45 mandados de busca e apreensão e 39 prisões temporárias em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal. Medidas de bloqueio patrimonial também foram determinadas.
Foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos, conforme relato da PF. A ação contou com o apoio da Polícia Militar de São Paulo, por meio da Ficco (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado).
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