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Bitcoin tem pior mês desde a crise cripto de 2022

Bitcoin fecha fevereiro com queda acima de 19%, pior mês desde 2022, pressionado por aversão a risco após tarifas de 15% anunciadas por Trump e saídas de ETFs

Bitcoin a caminho do pior mês desde 2022
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  • Bitcoin caiu até 2,9% nesta terça-feira, ampliando a região de preços e ficando em torno de US$ 63.150, às 7h em Nova York, após tocar US$ 62.701.
  • Em fevereiro, a criptomoeda acumula queda de mais de 19%, o pior desempenho mensal desde junho de 2022, e se aproxima de um quinto mês consecutivo de baixa.
  • A pressão ocorre em um cenário de aversão a risco, após Donald Trump anunciar planos de tarifas globais de 15%.
  • ETFs de Bitcoin à vista nos EUA registraram saídas superiores a US$ 200 milhões na segunda-feira, conforme dados de mercado.
  • O mercado cripto como um todo sofre com quedas representativas; o Ether caiu até 2,9% para US$ 1.812, e o Bitcoin enfrenta níveis de suporte próximos a US$ 60.000, com a média móvel de 200 semanas em US$ 58.503.

O Bitcoin volta a cair nesta terça-feira e encerra fevereiro com a maior queda mensal desde a crise cripto de 2022. A moeda digital recuou até 2,9%, perto de 62.700 dólares, enquanto operava ao redor de 63.150 dólares em Nova York às 7h. O desempenho deixa o mês com queda superior a 19%.

A guinada ocorre num contexto de aversão a risco global após Donald Trump anunciar tarifas globais de 15%. Fundos e ativos de maior risco sentiram o impacto, inclusive o mercado de criptomoedas, que já passa por uma fase de liquidações iniciada em outubro.

Os dados indicam que o Bitcoin caminha para o quinto recuo mensal consecutivo, a maior sequência de quedas desde 2018. A situação é alimentada pela combinação de pressões macro e movimentos de saída de ETFs de Bitcoin nos EUA, que reduziram o interesse de investidores institucionais.

Panorama setorial e desdobramentos

A queda amplia o recuo do mercado de criptomoedas como um todo, com o valor total de mercado da classe registrando queda significativa. O Ethereum caiu até 2,9%, situando-se em torno de 1.812 dólares. O setor acompanha a tendência de risco adotada por investidores globais.

Entre os fatores de fundo, há referências à falência de projetos ligados à Terra e à consequência sobre o ecossistema cripto. A indústria ainda convive com impactos de eventos de 2022 e com incertezas sobre a continuidade de operações em plataformas de negociação.

No front regulatório, surgem debates sobre a liquidez e a volatilidade, com analistas destacando a necessidade de catalisadores de curto prazo para sustentar altas. Mineradoras de Bitcoin também enfrentam custos elevados, o que pode manter pressões de venda no curto prazo.

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