- O arancel global de 10% entrou em vigor nos Estados Unidos nesta terça-feira, mas, para o México, os efeitos são mínimos porque valem apenas para mercadorias que não cumprem o TMEC; há exceções para setores como automóveis, autopartes, cobre, madeiras, alumínio e aços.
- O TMEC continua como proteção para o México, que tem 86% de suas exportações sob o acordo, e passa por uma revisão máxima programada para julho.
- Em dois mil e vinte e cinco, o México exportou ao norte-americano mais de cincocentésimos e trinta e quatro bilhões de dólares, enquanto US$ 337,96 bilhões foram enviados pelo México aos Estados Unidos.
- A nova tarifação funciona sob a seção 122 da Lei de Comércio de 1974, com validade máxima de 150 dias, mantendo a incerteza até a confirmação pela Câmara dos Representantes e pelo Senado.
- O secretário de Economia, Marcelo Ebrard, pretende viajar a Washington nesta semana para avançar as conversas sobre comércio, em meio a uma diplomacia moderada em curso.
México evita, por ora, o impacto pleno do novo arancel americano de 10% que entrou em vigor nesta semana. O acordo do TMEC mantém uma salvaguarda para o país, reduzindo efeitos sobre mercadorias que cumprem as regras do tratado, mas não elimina os tributos para setores específicos, como automóveis, autopeças, metais e madeira.
O governo mexicano tem enfatizado a defesa do TMEC para preservar a integração comercial com os Estados Unidos e o Canadá. Em 2025, as exportações mexicanas para o vizinho do norte atingiram recorde, acima de 534,8 bilhões de dólares, enquanto as importações mexicanas somaram cerca de 338 bilhões de dólares, fortalecendo a posição econômica do país na relação trilateral.
Especialistas apontam que a imprevisibilidade de Trump mantém a atenção sobre o México. A lei indica vigência máxima de 150 dias para os novos aranceles, o que pode exigir validação da Câmara dos Representantes e do Senado. Caso não haja ratificação, novas medidas poderiam ser acionadas, ampliando a incerteza.
Perspectivas do TMEC
Analistas destacam que o futuro do acordo dependerá da revisão programada para julho. O objetivo mexicano é alcançar uma atualização do tratado em 2026, com ajustes possivelmente exigidos em regras de origem. O cenário mais desfavorável deixaria a renegociação em aberto por mais tempo, segundo especialistas.
Marcelo Ebrard, secretário de Economia, informou planos de viagem a Washington para fortalecer as negociações. A diplomacia mexicana busca manter um tom moderado, evitando confrontos, sobretudo num momento de disputa interna nos EUA.
Ainda que haja assimetrias, o TMEC oferece espaço para que o México pese em temas sensíveis, como tarifas de aço e alumínio. Peritos ressaltam que a estratégia de moderação pode favorecer a defesa de interesses nacionais sem provocações acentuadas, mesmo diante de pressões protecionistas.
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