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México evita impacto do novo arancel dos EUA que já está em vigor

México escapa, por ora, do arancel global de dez por cento imposto pelos EUA, graças ao TMEC, com revisão prevista para julho

Trabajadores empacan tomate en Zacatecas, el 14 de agosto de 2025.
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  • O arancel global de 10% entrou em vigor nos Estados Unidos nesta terça-feira, mas, para o México, os efeitos são mínimos porque valem apenas para mercadorias que não cumprem o TMEC; há exceções para setores como automóveis, autopartes, cobre, madeiras, alumínio e aços.
  • O TMEC continua como proteção para o México, que tem 86% de suas exportações sob o acordo, e passa por uma revisão máxima programada para julho.
  • Em dois mil e vinte e cinco, o México exportou ao norte-americano mais de cincocentésimos e trinta e quatro bilhões de dólares, enquanto US$ 337,96 bilhões foram enviados pelo México aos Estados Unidos.
  • A nova tarifação funciona sob a seção 122 da Lei de Comércio de 1974, com validade máxima de 150 dias, mantendo a incerteza até a confirmação pela Câmara dos Representantes e pelo Senado.
  • O secretário de Economia, Marcelo Ebrard, pretende viajar a Washington nesta semana para avançar as conversas sobre comércio, em meio a uma diplomacia moderada em curso.

México evita, por ora, o impacto pleno do novo arancel americano de 10% que entrou em vigor nesta semana. O acordo do TMEC mantém uma salvaguarda para o país, reduzindo efeitos sobre mercadorias que cumprem as regras do tratado, mas não elimina os tributos para setores específicos, como automóveis, autopeças, metais e madeira.

O governo mexicano tem enfatizado a defesa do TMEC para preservar a integração comercial com os Estados Unidos e o Canadá. Em 2025, as exportações mexicanas para o vizinho do norte atingiram recorde, acima de 534,8 bilhões de dólares, enquanto as importações mexicanas somaram cerca de 338 bilhões de dólares, fortalecendo a posição econômica do país na relação trilateral.

Especialistas apontam que a imprevisibilidade de Trump mantém a atenção sobre o México. A lei indica vigência máxima de 150 dias para os novos aranceles, o que pode exigir validação da Câmara dos Representantes e do Senado. Caso não haja ratificação, novas medidas poderiam ser acionadas, ampliando a incerteza.

Perspectivas do TMEC

Analistas destacam que o futuro do acordo dependerá da revisão programada para julho. O objetivo mexicano é alcançar uma atualização do tratado em 2026, com ajustes possivelmente exigidos em regras de origem. O cenário mais desfavorável deixaria a renegociação em aberto por mais tempo, segundo especialistas.

Marcelo Ebrard, secretário de Economia, informou planos de viagem a Washington para fortalecer as negociações. A diplomacia mexicana busca manter um tom moderado, evitando confrontos, sobretudo num momento de disputa interna nos EUA.

Ainda que haja assimetrias, o TMEC oferece espaço para que o México pese em temas sensíveis, como tarifas de aço e alumínio. Peritos ressaltam que a estratégia de moderação pode favorecer a defesa de interesses nacionais sem provocações acentuadas, mesmo diante de pressões protecionistas.

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