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Shein investe US$ 1,4 bi na China enquanto aguarda IPO em Hong Kong

Shein investe mais de 10 bilhões de yuans para fortalecer cadeia de suprimentos no sul da China, visando aprovação de Pequim para a listagem em Hong Kong

Varejistas de preços baixos registram queda nas vendas nos Estados Unidos
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  • A Shein planeja investir mais de 10 bilhões de yuans (aproximadamente US$ 1,45 bilhão) para fortalecer sua cadeia de suprimentos no sul da China, em Guangdong.
  • O objetivo é firmar laços com Pequim e avançar com a oferta pública inicial em Hong Kong, que está paralisada, com possível mudança de base para a China para obter aprovação.
  • O fundador e presidente Xu Yangtian fez uma rara fala pública em Guangzhou, anunciando a criação de um cluster da indústria da moda em Guangdong e pilotos de comércio eletrônico transfronteiriço nos próximos três anos.
  • A Shein já mudou a estratégia de IPO de Nova York para Londres e, em seguida, para Hong Kong, e pode considerar retornar à China para receber a bênção de Pequim.
  • Na província de Guangdong, a empresa trabalha com cerca de 10.000 fornecedores em Guangzhou, gerando cerca de 600.000 empregos, enquanto enfrenta pressões ocidentais, variações de preço e investigações regulatórias.

A Shein anunciou plano de investir mais de 10 bilhões de yuans (cerca de US$ 1,4 bilhão) para reforçar sua cadeia de suprimentos no sul da China. A aposta ocorre em meio a pressões globais e tensões entre China e EUA, e enquanto a varejista aguarda sinal verde para uma listagem em Hong Kong.

O fundador e presidente Xu Yangtian fez a declaração em Guangzhou, destacando que o investimento será aplicado em sistemas inteligentes de cadeia de suprimentos na província de Guangdong. A empresa pretende manter raízes no sul da China e criar um cluster global da indústria da moda.

Xu afirmou que a Shein permanecerá enraizada em Guangdong e participará de um piloto de comércio eletrônico transfronteiriço nos próximos três anos, para beneficiar pequenas e médias fábricas locais. A prioridade é fortalecer a cooperação com Pequim para a oferta.

Readequação de estratégia e contexto

A mudança de sede de Singapura para proximidade com a China marca uma transformação tática. A empresa já migrou a ideia de listar em Nova York para Londres e, depois, Hong Kong, diante do cenário político-econômico global.

A Bloomberg News informou que, no ano anterior, a Shein orientou alguns fornecedores a deslocarem produções para o Vietnã, para reduzir impactos de medidas regulatórias norte-americanas. A perspectiva de aprovação de Pequim também impulsiona o desire de retorno às bases chinesas.

Impactos na cadeia e cenário externo

A rede de fornecedores da Shein está concentrada em Guangdong, com cerca de 10 mil parceiros em Guangzhou e suporte a mais de 600 mil empregos na região, segundo o fundador. O movimento de investimentos ocorre junto à queda de demanda em mercados ocidentais.

Nos EUA, as vendas da empresa mostraram desaceleração, com quedas anuais que chegaram a dois dígitos nos últimos meses, conforme dados da Bloomberg Second Measure. A Temu, da PDD Holdings, apresenta trajetória semelhante.

A Shein também enfrenta desafios legais e regulatórios. Uma ação no Texas alega venda de produtos tóxicos e exposição de dados, enquanto a União Europeia abriu investigação sobre suas bonecas sexuais infantis. Essas informações ajudam a entender o ambiente de riscos da empresa.

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