- HALO trade é a sigla Heavy Assets, Low Obsolescence, uma estratégia defensiva que favorece ações de utilities, energia e ativos menos suscetíveis à IA, promovendo a rotação do digital para o físico.
- O Santander identificou um ranking com base em ativos físicos, vulnerabilidade à IA, risco de desintermediação e proteção regulatória, destacando Axia, Copasa e Orizon no topo.
- Na lista de ten papéis da cesta HALO, aparecem Brava Energia, PRIO, Cyrela, Direcional, Vivo, Aura Minerals e Vale entre outros.
- O Ibovespa fica em segundo no ranking HALO, atrás do MSCI Taiwan e à frente de MSCI Mexico e MSCI Brazil; os mercados mais vulneráveis são MSCI China, S&P 500 e MSCI India.
- O relatório aponta que a rotação ocorre também dentro dos mercados emergentes, favorecendo ativos tangíveis e infraestrutura regulada, com risco maior se a IA elevar produtividade sem manter margens.
O HALO trade, sigla que ganhou adesão entre investidores, não remete a um hit musical, mas a Heavy Assets, Low Obsolescence. A estratégia aposta numa rotação do digital para o físico, privilegando utilities, energia e ativos menos suscetíveis a obsolescência causada pela IA.
Uma análise do Santander aponta um ranking de ações brasileiras com maior potencial nessa leitura. Aline Cardoso, head de pesquisa e estratégia, baseou a relação em ativos físicos, vulnerabilidade à IA, risco de desintermediação e proteção regulatória.
No topo aparecem Axia, Copasa e Orizon, seguidas por Brava Energia e PRIO. Completa a cesta HALO de dez papéis a Cyrela, Direcional, Vivo, Aura Minerals e Vale, conforme relatório publicado pelo banco.
Para a gestora, papéis com ativos físicos escassos e concessões reguladas chegaram a ser negociados com desconto frente às ações tecnológicas de alto crescimento. Esse prêmio foi reduzido nos últimos anos, mas ainda persiste em parte dos casos, segundo o estudo.
O HALO é descrito como uma estratégia defensiva que busca proteção, ao mesmo tempo em que favorece o conceito de picks and shovels — infraestrutura, energia e metais que suportam a expansão da IA, conforme a analista. O foco atual envolve avaliação de mercados com maior exposição a ativos tangíveis.
O relatório aponta que Ibovespa fica em posição alinhada a índices como MSCI Korea e MSCI Mexico, com Taiwan no topo. Já os índices mais vulneráveis à transformação tecnológica envolvem China, S&P 500 e MSCI India.
Segundo Cardoso, países que apresentam melhor desempenho neste ano tendem a mostrar maior propensão à rotação HALO, como Taiwan, Coreia do Sul e México. A dinâmica interna de mercados emergentes também tem participação relevante no movimento.
O documento ressalta ainda que a rotação não representa fuga apenas de ações de growth, mas uma recalibragem que alcança setores cíclicos e ativos físicos mais rapidamente do que o esperado. A IA vem consumindo recursos físicos e infraestrutura, impactando o cenário de demanda.
Entre os riscos destacados, está a hipótese de a IA aumentar a produtividade de forma a elevar margens, reduzindo o apelo de defensivos. Nesse caso, o capital poderia retornar a ações de crescimento, software e semicondutores.
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