- A Câmara dos Deputados do México aprovou, na terça-feira, um projeto de lei para reduzir a jornada de 48 para 40 horas semanais, de forma gradual até 2030.
- A medida já havia recebido aprovação no Senado no início deste mês, onde o partido de governo, Morena, tem maioria.
- A reforma prevê quedas graduais na duração da semana de trabalho ao longo dos próximos anos.
- Houve resistência significativa de sindicatos à mudança.
- A decisão foi tomada no fim da noite de terça-feira.
A Câmara dos Deputados do México aprovou, na noite de terça-feira, um projeto de lei para reduzir gradualmente a jornada de 48 para 40 horas semanais até 2030. A medida ganhou apoio amplo na casa, apesar da resistência de sindicatos que temiam impactos nos salários e nas negociações coletivas.
O texto já tinha passado pelo Senado, onde o partido governante Morena detém maioria. A aprovação no Legislativo reforça o objetivo de alinhar o país a padrões de produtividade e condições trabalhistas considerados progressistas por seus proponentes.
Aprovação e impactos
A proposta prevê redução gradual da jornada, iniciando o corte de horas nos próximos anos até atingir 40 horas semanais. Em linguagem oficial, a reforma busca ampliar o tempo livre dos trabalhadores sem comprometer remunerações, conforme defendem seus autores.
Segundo representantes do governo e do partido, a mudança deverá ocorrer com mecanismos de implementação gradual e ajustes setoriais. Sindicatos, porém, reiteraram preocupações com custos adicionais para empresas, especialmente micro e pequenas. A votação consolida o avanço da agenda trabalhista no país.
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