- A Pismo, adquirido pela Visa em 2023 por US$ 1 bilhão, pretende operar em 28 mercados neste ano, avançando de 20 países para oito novas etapas (França, México, Suíça, Filipinas, Dinamarca, Hong Kong, Nova Zelândia e Paraguai).
- Grandes instituições financeiras globais passaram a ser clientes da empresa, incluindo Citigroup, BTG Pactual, Itaú e ABN AMRO Bank, ampliando o mix além de fintechs e bancos digitais.
- Más da metade da receita e da equipe da Pismo estão no Brasil, mas a companhia busca equilíbrio entre mercados nacionais e internacionais.
- A plataforma em nuvem da Pismo oferece APIs para serviços financeiros, com foco em cinco áreas: processamento de cartões, core banking, empréstimos, corporate banking e marketplace.
- A Visa investe na expansão da Pismo com foco em resiliência tecnológica, estrutura multicloud e melhorias em cibersegurança para suportar a entrada em novos mercados, incluindo Estados Unidos, Europa, Índia, Austrália e Sudeste Asiático.
A Pismo, startup brasileira de infraestrutura financeira, está acelerando sua expansão global após a aquisição pela Visa em 2023 por US$ 1 bilhão. A empresa quer chegar a 28 mercados neste ano, ampliando atuação além de fintechs e bancos digitais para grandes instituições financeiras globais. O CEO Vishal Dalal e a VP e head global da Visa, Kathleen Pierce-Gilmore, destacam a demanda de grandes bancos.
Desde a compra, a Pismo passou de cinco para 20 países. Neste ano, a empresa planeja iniciar operações em França, México, Suíça, Filipinas, Dinamarca, Hong Kong, Nova Zelândia e Paraguai. Dalal afirma que o Brasil tem vantagem tecnológica por adotar pagamentos em tempo real e regulações avançadas.
Ela também reforça que o modelo brasileiro, já consolidado, facilita a entrada em novos mercados, reduzindo o tempo de implementação. A presença da Visa em 220 países sustenta a escalada internacional da Pismo, sob a lógica de oferecer plataformas em nuvem com APIs para serviços financeiros.
Diversificação de clientes
A Pismo já atende grandes conglomerados financeiros, além de fintechs. Entre os clientes aparecem Citigroup, BTG Pactual, Itaú e ABN AMRO Bank. A empresa afirma que bancos tradicionais buscam agilidade sem abrir mão de segurança e governança.
Dalal destaca que a capacidade de migração de contas legadas para a nuvem ocorre em prazos curtos, com até 2 milhões de contas em uma semana. Hoje, o portfólio da Pismo se divide em cinco famílias: processamento de cartões, core banking, empréstimos, corporate banking e marketplace.
Segundo o executivo, o core banking tem ganhado destaque, com pedidos de funcionalidades de crédito como hipotecas, veículos e empréstimos pessoais. O corporate banking também ganha relevância, com gestão de caixa e depósitos para grandes empresas.
Demanda por tecnologia
Pierce-Gilmore aponta que a urgência por modernização de infraestrutura financeira cresce com regulações e competição. A Visa vê a Pismo como parte de uma estratégia robusta, com integração de produtos, cibersegurança e suporte multicluster.
A empresa investe em três áreas centrais: resiliência tecnológica, estrutura multicloud e novas integrações de cibersegurança. O investimento parcial da Visa é descrito como significativo, comparado à manutenção de um carro de alto valor.
À medida que a expansão avança, a Pismo planeja reduzir a dependência do Brasil nos próximos três a quatro anos, ampliando presença nos EUA, Europa, Índia, Austrália e Sudeste Asiático. A aval de mercado segue como impulso para o crescimento global.
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