- Em 2025, participação dos EUA no mercado chinês de soja caiu para 15%, enquanto o Brasil subiu a 73,6% e a Argentina ficou com 7%.
- O Brasil apresentou exportação recorde para a China em 2025, de 85,4 milhões de toneladas, alta de 18% sobre 2024, com possível aumento em 2026.
- A aposta é em maior embarque do Brasil e dos EUA em 2026 para atender uma demanda chinesa esperada de 112 milhões de toneladas, com Argentina contribuindo menos devido à menor safra.
- A redução das exportações argentinas para a China, por menor safra, é vista como fator que pode favorecer Brasil e EUA no curto prazo.
- A safra brasileira é estimada em 179,5 milhões de toneladas, apontando para recorde, ainda que haja incertezas climáticas no Rio Grande do Sul que possam ajustar o volume.
Em 2025, a participação dos EUA no mercado de soja na China caiu para 15%, enquanto a fatia do Brasil subiu para 73,6%, segundo dados oficiais chineses. O recuo americano ocorreu em parte pela ausência durante parte da temporada 2024/25.
O Brasil exportou 85,4 milhões de toneladas de soja para a China em 2025, alta de 18% ante 2024. O país atuou como principal fornecedor global, ampliando volumes mesmo com tensões comerciais entre as duas potências.
A Argentina deverá reduzir suas vendas para a China em 2026, conforme análise da Hedgepoint Global Markets. A expectativa é que menos soja argentina entre no mercado chinês, fortalecendo as compras brasileiras e americanas.
Perspectivas para 2026
Além da menor exportação argentina, a projeção aponta crescimento das remessas brasileiras e americanas para atender a uma demanda chinesa estimada em 112 milhões de toneladas de soja, ante 108 milhões em 2025.
A consultoria aponta que o Brasil tende a ampliar sua participação, enquanto o aumento da presença dos EUA dependerá do ritmo de compras da China. A demanda chinesa deve suportar o comércio de soja no curto prazo.
Safra e impactos de preço
A safra brasileira de soja é estimada em 179,5 milhões de toneladas, o que sustenta a oferta nacional. Contudo, o analista lembra que o clima no Rio Grande do Sul pode trazer ajustes no tamanho final da colheita.
Sobre os preços, não há expectativa de retomada do patamar de US$ 10 por bushel na soja negociada em Chicago no curto prazo. O contrato de maio chegou a US$ 11,65 por bushel em uma máxima recente.
O analista cita que o equilíbrio entre estoque e uso da soja dos EUA depende da demanda por óleo para biocombustíveis, fator que tem apoiado os preços do grão. O farelo, por sua vez, encontra cenário mais baixista.
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