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Cultivo lucrativo nas colinas do Bangladesh afeta ecologia regional

Consolidação de cultivos comerciais nas colinas de Chittagong eleva renda, mas provoca erosão do solo, escassez de água e desmatamento, agravando deslizamentos

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  • Região Chittagong Hill Tracts, que inclui Rangamati, Khagrachhari e Bandarban, tradicionalmente dependia do cultivo jhum, porém agricultores passaram a cultivar sisas cash crops quase todo ano, como abacaxi, banana, mamão, açafrão e gengibre.
  • Estudo de 2024 aponta que parte dos quarenta mil hectares de morros antes usados na agricultura tradicional foi convertido para esses cultivos comerciais.
  • A cobertura florestal natural diminuiu significativamente ao longo dos anos, de setenta e dois mil hectares em 2005 para parte inferior em anos anteriores, contribuindo para a perda de meios de subsistência de comunidades dependentes da floresta.
  • A prática intensiva de cash crops provocou erosão do solo severa e crise de água, com a região registrando, em 2024, a maior perda de solo por hectare do estado (86,62 t/ha). Também houve aumento de deslizamentos de encostas.
  • Ventures comerciais, como o cultivo de mandioca pela PRAN, agravaram a situação e geraram protestos de moradores. Observadores e autoridades discutem soluções, incluindo planos de mitigar riscos ecológicos e incentivar turismo sustentável como alternativa econômica.

Apesar de buscar rendimentos elevados, o cultivo de cash crops nas colinas de Bangladesh traz impactos ecológicos significativos. O deslocamento de práticas tradicionais ocorreu nas últimas duas décadas, especialmente na região de Chittagong Hill Tracts (CHT).

A transição envolve comunidades indígenas e agricultores locais que substituíram jhum, cultivo itinerante, por culturas como gengibre, turmeric, abacaxi, banana e mandioca. A mudança foi impulsionada por iniciativas governamentais, ações de ONGs e interesse corporativo.

O que mudou e onde

Na prática, áreas antes dedicadas à agroexplotação tradicional passaram a abrigar plantações permanentes. Estudos de 2024 indicam que cerca de 40 mil hectares de morros na CHT foram convertidos para esses cultivos, elevando o rendimento, porém reduzindo áreas de florestas naturais.

Quando, quem e por quê

Pesquisas mostram queda de florestas de 1963 a 2005, o que agravou a vulnerabilidade de comunidades dependentes de florestas. Ameaças como erosão do solo, secas de nascentes e deslizamentos vêm aumentando com a mudança no uso da terra e o aumento das chuvas concentradas.

Quem está envolvido

Comunidades locais, agricultores de trocas de cash crops e investidores de grande escala, incluindo uma geração recente de empreendimentos comerciais, participam do cenário. Relatos de organizações locais citam pressões econômicas para adotar culturas lucrativas.

Impactos e desdobramentos

Dados governamentais de 2024 apontam recorde de erosão do solo por hectare na CHT, com 86,62 toneladas, acima do normal. A erosão está associada ao desmatamento, à queima de vegetação e ao preparo extensivo de encostas para culturas que exigem solo macio.

O risco de deslizamentos também aumentou, em função de padrões de chuva mais intensos em curtas janelas. A falta de água potável é outro desafio, pois nascentes secam com a alteração da cobertura vegetal.

O papel do governo e alternativas

Autoridades locais afirmam que a transição foi necessária para melhorar a renda e o acesso a alimentos, educação e saúde. Projetos governamentais já visam reduzir impactos ecológicos e manejar a escassez hídrica na região.

Algumas propostas apontam para diversificação econômica, como turismo de homestay, para beneficiar a população local sem pressionar ainda mais o ambiente. Organizações locais defendem avaliação de impactos e proteção de áreas florestais.

Desafios futuros e perspectivas

Especialistas ressaltam que padrões de precipitação mais imprevisíveis elevam o risco de desastres naturais. Medidas de manejo sustentável do solo, reflorestamento e monitoramento de cursos d’água são citadas como caminhos para reduzir vulnerabilidades.

A região permanece em aberto entre desenvolvimento econômico e conservação, com ações públicas e privadas buscando equilibrar renda local, ecossistemas e segurança hídrica.

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